Níveis de radiação em usina nuclear bombardeada seguem normais, diz AEIA

Complexo de Zaporizhzhia foi atacado pelas tropas russas na quinta-feira

  • Por Jovem Pan
  • 05/03/2022 20h58
LAURENT FIEVET / ZAPORIZHZHIA NUCLEAR AUTHORITY / AFP usina nuclear de ZAPORIZHZHIA, na Ucrânia Usina teve área de treinamento danificada após o ataque

Os níveis de radiação na central nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, que foi bombardeada na quinta-feira, 3, pela Rússia, estão dentro do normal, segundo informou neste sábado, 5, a Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (AIEA). A organização da ONU apontou que o operador nuclear ucraniano comunicado que dois dos seis reatores da unidade, a maior da Europa, estão operando atualmente e que os sistemas de segurança e os níveis de radiação se mantêm nos parâmetros normais. Um dos edifícios do complexo, que fica a centenas de metros dos reatores, foi atingido na noite de quinta por um projétil lançado pelas tropas russas, que tomaram o controle da instalação, embora a operação tenha permanecido com funcionários ucranianos. Desde então, autoridades da Ucrânia permanecem em contato com os especialistas que estão na central, segundo informou a AIEA, por meio de comunicado. O governo ucraniano informou que o prédio atingido pelo ataque é um centro de treinamento, sofreu danos consideráveis durante a explosão, e que o incêndio provocado também atingiu um laboratório e uma área de escritórios.

Dos seis reatores de Zaporizhzhia, apenas um está com plena capacidade, enquanto o restante está desconectado ou em modo de manutenção. As piscinas de combustível utilizado funcionam normalmente e não sofreram danos. Segundo a AEIA outras três centrais nucleares ucranianas funcionam normalmente. Enquanto isso, os funcionários da antiga central de Chernobyl, tomada por forças russas na semana passada, estão trabalhando sem trocas de turno faz 11 dias. O diretor-geral da AEIA, Rafael Grossi, insistiu que é essencial que os funcionários das instalações nucleares da Ucrânia possam descansar, para desempenhar as atividades de forma segura. Ontem, as forças russas também impediram a troca de turno de funcionários em Zaporizhzhia, onde, segundo Grossi, “a situação é tensa”.

*Com informações da EFE