Mortos em incêndios no Chile sobem para 24; feridos chegam a 997

Segundo balanço do Ministério do Interior, a área destruída supera os 45 mil hectares, com 251 focos de incêndio ativos; Boric interrompeu as férias e pediu ajuda internacional

  • Por Jovem Pan
  • 05/02/2023 07h44 - Atualizado em 05/02/2023 16h30
JAVIER TORRES / AFP Incêndio no Chile Incêndios atingem país em meio à onda de calor intensa

O governo do Chile divulgou um novo balanço, informando que o número de mortes nos incêndios florestais subiu para 24 neste sábado, 4. Além disso, outras 16 pessoas estão feridas em estado crítico. “Neste momento temos um balanço muito difícil, muito doloroso de 22 pessoas que morreram”, disse Carolina Tohá, ministra do Interior, que também advertiu mudanças rápidas nos números e classificou a situação do país como “muito complexa”. O governo decretou Estado de Exceção Constitucional de Catástrofe nas regiões afetadas. Segundo o último relatório do Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (Senapred) do Ministério do Interior, a área destruída supera os 45 mil hectares, com 251 focos de incêndio ativos e apenas 80 sendo combatidos. O número de refugiados é próximo e 1,5 mil, estando espalhados em 30 abrigos, enquanto o total de feridos chega a 997.

Tohá explicou ainda que o total de superfície queimada equivale a expectativa de um ano inteiro no país. Os incêndios acontecem ao mesmo tempo e uma longa seca que dura 13 anos e em meio a uma onda de calor no sul, com temperaturas se aproximando os 40 °C  em algumas zonas. A previsão  da Direção Meteorológica do Chile disse que a onda de calor deverá durar até quarta-feira, afetando sete das 16 regiões do país. Por causa dos incêndios, o presidente do Chile, Gabriel Boric, suspendeu as férias e pediu ajuda internacional de outros países, como Argentina, Brasil, Espanha e México. Além disso, Boric confirmou que conversou com Alberto Fernández, presidente da Argentina, que lhe garantiu o envio de brigadistas e maquinário para combater as chamas.

*Com informações da EFE

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