OMS diz que Sinovac e outra vacina chinesa precisam de terceira dose

Recomendação pode afetar diretamente campanhas de vacinação do Brasil e de países da África, Leste Europeu, América Latina e Ásia

  • Por Jovem Pan
  • 11/10/2021 12h50 - Atualizado em 11/10/2021 14h38
ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOTecnologia da chinesa Sinovac é usada para fabricação da CoronaVac no Brasil

As vacinas contra a Covid-19 desenvolvidas pelos laboratórios chineses Sinovac e Sinopharm, baseadas em vírus inativados, necessitam ser administradas em três doses, informaram nesta segunda-feira, 11, especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que analisaram o programa de vacinação global. “Todas as evidências indicam que é necessária uma terceira dose dessas mesmas vacinas ou de suas similares”, comentou em entrevista coletiva o mexicano Alejandro Cravioto, presidente do Grupo Assessor Estratégico de Especialistas da OMS, ao se referir às vacinas chinesas. A recomendação da OMS pode afetar não só as campanhas de vacinação na China, onde a maioria das 2,2 bilhões de doses administradas são desses laboratórios, mas também de países da América Latina, Ásia, África e Leste Europeu que importaram e usaram esses imunizantes, como o Brasil, que fabrica a CoronaVac, vacina com tecnologia do laboratório chinês Sinovac.

Europa e Estados Unidos não aprovaram o uso das vacinas de Sinovac e Sinopharm, mas a OMS as incluiu em sua lista de uso emergencial e pediu que a comunidade internacional faça o mesmo para evitar discriminação na entrada de viajantes procedentes de determinados países. Cravioto afirmou que essas terceiras doses deverão ser voltadas primeiro a pessoas com mais de 60 anos, grupo que teria apresentado mais problemas de resposta ao coronavírus ao se vacinar com as fórmulas de Sinovac e Sinopharm. Ele também explicou que as pessoas que receberam as duas primeiras doses da Sinovac e Sinopharm podem tomar o reforço de alguma outra vacina aprovada pela OMS, como a Moderna, Pfizer, Janssen e AstraZeneca. As três últimas têm uso emergencial aprovado no Brasil.

*Com informações da EFE