OMS reavalia estudo que sugere que coronavírus estava circulando fora da China em outubro de 2019

A pesquisa publicada no ano passado indica que anticorpos para a Covid-19 foram detectados na Itália em outubro, ou seja, dois meses antes das primeiras notificações em Wuhan

  • Por Jovem Pan
  • 01/06/2021 16h10 - Atualizado em 01/06/2021 17h14
EFE/EPA/ANGELO CARCONI Pessoas almoçam ao ar livre em restaurante na frente do Panteão, no centro de Roma As evidências de que coronavírus já estava circulando na Itália em outubro colocam em cheque as conclusões da OMS sobre a origem da pandemia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) solicitou nesta terça-feira, 1º, a reavaliação de um estudo que sugere que o novo coronavírus já estava circulando antes do primeiro caso ter sido identificado na China, em dezembro de 2019. A pesquisa publicada no ano passado sugere que anticorpos para a Covid-19 foram detectados na Itália em outubro, ou seja, dois meses antes. As conclusões levaram a mídia estatal chinesa a sugerir que a doença pode não ter se originado na China, mas os cientistas italianos defendem que as evidências levantam questões sobre quando o vírus surgiu, e não onde. Um porta-voz da OMS anunciou que a entidade está em contato com os pesquisadores que publicaram o artigo original para solicitar a sua colaboração para uma reavaliação dos dados obtidos. Na sequência, o Instituto do Câncer de Milão disse ter aceitado o pedido de “compartilhar material biológico” e “refazer os testes em um laboratório independente”. A volta dessa debate acontece em meio à uma pressão da comunidade internacional para que as origens da pandemia sejam esclarecidas. O presidente Joe Biden inclusive pediu que as agências de inteligência dos Estados Unidos coloquem mais esforços nas investigações sobre o assunto.