Pandemia deve acabar em um ano, diz CEO da Moderna

Stephane Bancel afirmou que maior obstáculo contra a Covid-19 é o abastecimento mundial de imunizantes, que deve ocorrer totalmente no meio de 2022

  • Por Jovem Pan
  • 23/09/2021 16h19
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOPaíses de baixa renda devem ser os últimos a completar imunização

Em entrevista ao jornal suíço Neue Zuercher Zeitung, o CEO da Moderna, Stephane Bancel, falou sobre o fluxo de produção vacinal mundial e projetou que a pandemia do novo coronavírus pode acabar em um ano se o abastecimento de imunizantes, cada vez mais fortalecido, chegar à toda população até o meio de 2022. “Aqueles que não se vacinarem vão se imunizar naturalmente porque a variante Delta é muito contagiosa. Dessa forma, vamos nos encaminhar para uma situação semelhante à da gripe: você pode se vacinar e ter um bom inverno ou não se vacinar e ter o risco de ir parar em um hospital”, pontuou. Questionado sobre quando o mundo deve voltar à normalidade prevista por ele, Bancel foi categórico: “Acredito que em um ano a partir de hoje”.

Segundo ele, o volume da produção de doses continua sendo o maior fator complicador para a imunização total da população e a dose de reforço que já é aplicada em alguns lugares do mundo não sofreu qualquer alteração por parte dos cientistas, que fazem testes relacionados à variante Delta para modificar as fórmulas vacinais voltadas ao ano que vem. “Os testes clínicos das vacinas otimizadas para a variante Delta formarão a base para as doses de reforço em 2022. Também estamos combinando a variante Delta com a Beta, próxima mutação que os cientistas acham que pode se disseminar”, afirmou. Ele disse que o preço da vacina deve ser mantido mesmo com as mutações. Segundo a plataforma Our World In Data, até o momento, 43,9% da população mundial recebeu pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19. A campanha de imunização mundial atingiu apenas 2,1% de pessoas de países de baixa renda.