Parlamento Europeu leva acordo UE-Mercosul à Justiça e paralisa tramitação

Texto será analisado pelo Tribunal de Justiça do bloco para verificar se o acordo, assinado no último fim de semana após 25 anos de negociações, é compatível com os tratados da União Europeia

  • Por Jovem Pan
  • 21/01/2026 09h41
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FREDERICK FLORIN / AFP Reunião do Conselho Europeu, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no leste da França Diferentes vozes dentro do Parlamento Europeu haviam avisado na véspera que se trataria de uma votação muito apertada

O Parlamento Europeu remeteu nesta quarta-feira (21) o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), para que a corte comunitária revise se o texto é compatível com os tratados do bloco, o que, de maneira efetiva, paralisa sua tramitação até que os juízes emitam um parecer.

Por 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções, o Parlamento Europeu deu sinal verde a uma moção que questiona se o acordo com o Mercosul, assinado no último fim de semana após mais de um quarto de século de negociações, respeita os tratados da União Europeia.

Está em pauta a validade legal do mecanismo de reequilíbrio incluído no pacto, que vários deputados temem que possa afetar a autonomia regulatória da UE, e também a base legal escolhida para sua aprovação, que permite que os capítulos do acordo focados em comércio sejam ratificados sem o consentimento dos Parlamentos nacionais.

Segundo o TJUE, este tipo de parecer demora, em média, entre 18 e 24 meses para ser proferido, embora a corte “tenha o controle total” sobre os procedimentos e “possa, quando as circunstâncias exigirem, dar prioridade a um pedido de parecer na prática”.

Diferentes vozes dentro do Parlamento Europeu haviam avisado na véspera que se trataria de uma votação muito apertada e advertiram para o atraso na ratificação do acordo com o envio do texto ao TJUE, especialmente diante das ameaças tarifárias de Donald Trump devido ao envio de tropas à Groenlândia por parte de oito países europeus.

*Com EFE

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