Pfizer e BioNTech anunciam estudo de nova vacina contra a variante Ômicron

Testes acontecerão em 1.420 participantes, que serão divididos em três grupos; fabricantes dizem que atual imunizante protege contra a variante e o intuito é prolongar isso

  • Por Jovem Pan
  • 25/01/2022 12h40 - Atualizado em 25/01/2022 12h49
Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo - Sob uma mesa de vidro, dois frascos com vacinas e duas vacinas, com um símbolo da Pfizer se destacando atrás Pfizer e a BioNTech começaram a fazer estudo de vacina contra a Ômicron

A Pfizer e a BioNTech anunciaram nesta terça-feira, 25, que deram início a um estudo clínico para elaborar uma vacina contra a variante Ômicron da Covid-19. O estudo contará com 1.420 participantes de 18 a 55 anos e seu principal intuito é se antecipar a necessidade de vacinas baseadas em variantes do vírus. Kathrin U. Jansen, vice-presidente e chefe de pesquisa e desenvolvimento de vacinas da Pfizer, disse que mesmo que as pesquisas e os dados apontem que a atual vacina fornece um alto nível de proteção e evita sintomas graves e hospitalização, incluindo as infecções pela Ômicron, é preciso estar preparado para caso essa proteção diminua com o tempo devido as variantes que podem surgir. “Permanecer vigilantes contra o vírus exige que identifiquemos novas abordagens para que as pessoas mantenham um alto nível de proteção, e acreditamos que desenvolver e investigar vacinas baseadas em variantes, como esta, são essenciais em nossos esforços para atingir esse objetivo”, comentou. 

O CEO e cofundador da BioNTech, Ugur Sahin, declarou que a vacina continua oferecendo uma forte proteção contra a Ômicron, mas “dados emergentes indicam que a proteção induzida por vacina contra infecções leves a moderadas da doença diminui mais rapidamente do que foi observado com cepas anteriores”. “O estudo é parte de nossa abordagem científica para desenvolver uma vacina baseada em variantes que alcance um nível similar de proteção contra a ômicron como o registrado contra as variantes anteriores, mas com uma duração maior da proteção”, explicou Ugur. As empresas já haviam anunciado que este ano estimam produzir 4 bilhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech contra a Covid-19 e isso não deve mudar caso uma vacina adaptada seja necessária. Para o estudo, os participantes serão divididos em três grupos: 

  • Primeiro serão analisadas as pessoas que tomaram duas doses da atual vacina Pfizer-BioNTech de 90 a 180 dias da inscrição. Elas receberão um ou duas doses da vacina contra a Ômicron; 
  • O segundo grupo será de pessoas que já receberam as três doses da vacina Pfizer-BioNTech de 90 a 180 dias antes da inscrição. Elas serão analisadas após tomarem uma dose da vacina contra a Ômicron; 
  • Já o último grupo será de pessoas que não foram vacinadas. Elas irão tomar três doses da vacina contra a Ômicron.