Pfizer e BioNTech pesquisam vacina de mRNA contra herpes zóster

Ensaios clínicos podem começar já no segundo semestre de 2022, segundo comunicado divulgado pelas empresas

  • Por Jovem Pan
  • 05/01/2022 19h00
Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo - Sob uma mesa de vidro, dois frascos com vacinas e duas vacinas, com um símbolo da Pfizer se destacando atrás Vacina da Pfizer contra a Covid-19 é a mais utilizada e bem-sucedida no mundo até o momento

As farmacêuticas Pfizer e BioNTech, que desenvolveram em conjunto a vacina contra a Covid-19 mais aplicada no mundo, anunciaram nesta quarta, 5, que estão desenvolvendo um imunizante contra a herpes zóster, doença que causa bolhas dolorosas na pele, é transmitida pelo mesmo vírus da catapora e também é conhecida como ‘cobreiro’. A nova vacina utilizará a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), a mesma que foi usada para combater a Covid-19. O acordo entre as empresas inclui pesquisa, desenvolvimento e comercialização’ do imunizante produzido e prevê que os ensaios clínicos devem começar no segundo semestre de 2022. “Adultos com mais de 50 anos de idade, bem como grupos populacionais considerados vulneráveis, como pacientes com câncer, têm maior risco de serem infectados com zóster. Nosso objetivo é desenvolver uma vacina de mRNA com um perfil de segurança positivo e alta eficácia”, afirma no comunicado Ugur Sahin, presidente da BioNTech.

A herpes zóster surge a partir de uma reativação do vírus da catapora e é mais frequente em adultos acima dos 50 anos de idade. O vírus permanece nas células e pode reaparecer devido a fatores externos, como estresse ou imunosupressão (problemas no sistema imunológico). Embora seja benigna, pode causar dor. Já existem vacinas contra a doença, mas tanto Pfizer quanto BioNTech acreditam que um imunizante de mRNA poderá ser mais efetivo e melhor tolerado pelo organismo. O mRNA puxa um pedaço de uma molécula do agente infeccioso e, ao entrar no corpo, ensina as células a reconhecer aquele trecho do material genético para que o sistema imunológico se defenda. Até o momento, foi utilizado apenas em vacinas contra a Covid-19, mas é considerado uma tecnologia promissora para combater outros tipos de doenças, como dengue, gripe, malária, tuberculose ou o vírus HIV, além de alguns tipos de câncer.