Por ligação, Merkel conversa com Biden sobre crise no Afeganistão

Chanceler da Alemanha conversou com uma série de líderes mundiais sobre as articulações para retirada de cidadãos no país

  • Por Jovem Pan
  • 18/08/2021 17h15 - Atualizado em 18/08/2021 17h49
EFE/OLIVIER HOSLETEm conversa com colegas de governo na última segunda-feira, 16, Merkel estimou que 10 mil pessoas de nacionalidade alemã deveriam ser retiradas

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, conversou por telefone nesta quarta-feira, 18, com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sobre a coordenação da operação de evacuação de equipes dos dois países no Afeganistão após a tomada de poder por parte do Talibã. Segundo nota do governo alemão, Merkel destacou a necessidade de possibilitar a retirada do maior número de cidadãos e cidadãs afegãs ameaçados. “Estiveram de acordo sobre evacuar as muitas pessoas que precisam de proteção”, disse o comunicado. O telefonema com o democrata ocorre em meio a uma intensa atividade diplomática da chanceler da Alemanha por causa da crise no Afeganistão. Nos últimos dias, além de conversar com Biden, Merkel também falou com os primeiros-ministros de Reino Unido, Boris Johnson, e da Itália, Mario Draghi; com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com o alto comissário da Organização das Nações Unidas para os refugiados, Filippo Grandi.

Ela também entrou em contato com o presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyoyev, para agradecer pela abertura do aeroporto de Tashkent, que está sendo usado nas operações de evacuação, assim como com o presidente do Paquistão, Imran Khan, e o emir do Catar, Tamin Al Thani. “Em todo os telefonemas, reiterou a exigência que os talibãs renunciem à violência, respeitem os direitos humanos e garantam a quem queira, a possibilidade de deixar o Afeganistão”, indicou o comunicado do governo alemão. Em conversa com colegas de governo na última segunda-feira, 16, Merkel estimou que 10 mil pessoas de nacionalidade alemã deveriam ser retiradas do país da Ásia Central o mais rápido possível.

*Com informações da EFE