Presidente da China evita embate com os EUA e nega ‘guerra fria ou quente’

Apesar de adotar um discurso cauteloso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Xi Jinping criticou a ‘politização da pandemia da Covid-19’

  • Por Jovem Pan
  • 22/09/2020 13h15 - Atualizado em 22/09/2020 13h16
Mark Schiefelbein/EFEXI Jinping é o atual presidente da China

Presidente da China, Xi Jinping adotou nesta terça-feira, 22, um tom pacífico em seu discurso na 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Sem citar nominalmente os Estados Unidos, o líder chinês disse não querer uma “guerra fria ou quente” com qualquer país do mundo, ressaltando que eventuais diferenças devem ser resolvidas por meio do diálogo e de negociações. Ainda assim, Xi Jinping condenou o que chamou de politização da pandemia da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. A postura do mandatário destoou em relação à do presidente americano, Donald Trump, que, mais cedo, também na ONU, fez duras críticas a Pequim sobre a condução da pandemia e sua atuação na área ambiental. Às vésperas das eleições presidenciais nos EUA, o republicano voltou a chamar, em sua fala, o coronavírus de “vírus chinês”.

Xi Jinping aproveitou seu pronunciamento na ONU para defender o multilateralismo e a atuação da China no combate à covid-19. “Vamos honrar compromisso de oferecer US$ 2 bilhões em assistência internacional”, declarou. “Precisamos tomar medidas para aliviar de em países em desenvolvimento”, acrescentou. Em relação à pauta ambiental, o presidente chinês disse que a pandemia lembrou a humanidade sobre a emergência de uma “revolução verde”. “Os países precisam honrar seus compromissos com o acordo de redução de emissão de gases poluentes”, declarou

*Com informações do Estadão Conteúdo