Presidente da Ucrânia pede para países ocidentes não difundirem ‘pânico’ por tensões com a Rússia

Volodymyr Zelensky pediu que Putin faça um gesto por uma ‘desescalada’; 100 mil soldados russos foram enviados para a fronteira

  • Por Jovem Pan
  • 28/01/2022 16h22
EFE/EPA/PRESIDENTIAL PRESS SERVICE O Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a escalada não é 'maior do que a que já existia'

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu nesta sexta-feira, 28, que o Ocidente evite fomentar o “pânico” sobre crise geopolítica com a Rússia. As tensões começaram após a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aumentar as atividades no território ucraniano. Como resposta, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou cerca de 100 mil soldados para a fronteira entre os países. Zelensky, no entanto, minimizou os ricos de ataque. Nesta sexta-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o chefe do Executivo francês, Emmanuel Macron, concordaram, durante uma conversa telefônica, sobre “a necessidade de uma desescalada”, segundo comunicado do governo da França. “O presidente Putin não expressou nenhuma intenção ofensiva”, destacou a nota.

Logo após a conversa, o presidente ucraniano se posicionou sobre o conflito. “A probabilidade de ataque existe, não desapareceu e não foi menos grave em 2021”, mas “não vemos nenhuma escalada maior do que já existia” no ano passado, enfatizou Zelensky durante uma coletiva com a imprensa estrangeira em Kiev. “Não precisamos desse pânico”, reforçou, pedindo ainda à Rússia que faça um gesto por uma “desescalada”. “O maior risco para a Ucrânia” é “a desestabilização da situação interna”, e não a ameaça de uma invasão russa, insistiu Zelensky. Ainda nesta sexta, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse haver uma “clara possibilidade” da Rússia invadir a Ucrânia em fevereiro.

*Com informações da AFP