Projeto eleitoral de Trump classifica KKK e Antifas como grupos terroristas

Chamado pelo presidente de Plano Platinum, iniciativa foi criada para atrair eleitores da comunidade negra

  • Por Jovem Pan
  • 25/09/2020 23h28
EFE/EPA/TAMI CHAPPELLEvento de campanha de Donald Trump em Atlanta foi focando na comunidade negra dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou nesta sexta-feira o que chamou de Plano Platinum, para atrair eleitores da comunidade negra, com promessas de classificar a organização supremacista Ku Klux Klan (KKK) e o movimento Antifa como grupos terroristas, além de declarar 19 de julho, a chamada Juneteenth, data em que é comemorada a emancipação dos escravos, como feriado nacional.

Durante um ato de campanha em Atlanta, na Geórgia, o presidente afirmou que iria “anunciar um novo plano para trazer mais oportunidades, mais segurança, mais justiça e prosperidade à comunidade negra”. Segundo Trump, trata-se de um “contrato com os americanos negros, algo que as pessoas vão falar por muito tempo”. “Se eles votarem nos republicanos por mais quatro anos, criaremos 3 milhões de novos empregos para a comunidade negra, abriremos 500 mil novos negócios com proprietários negros, aumentaremos o acesso da comunidade negra ao capital em US$ 500 bilhões”, anunciou.

Trump enfatizou que a iniciativa incluirá investimentos no desenvolvimento de comunidades e instituições financeiras, além de “construir bairros urbanos pacíficos e mais seguros com os mais altos padrões de vigilância policial”. No discurso, ele não detalhou o projeto, que segundo um documento divulgado pela equipe de campanha, inclui “processar a KKK e o Antifa como organizações terroristas” e fazer com que o “linchamento”, termo associado nos EUA aos assassinatos e enforcamento de negros por motivos racistas, seja considerado de ódio em nível nacional.

O plano busca também promover oportunidades econômicas para pequenas empresas administradas por cidadãos negros com US$ 400 bilhões em empréstimos e assistência técnica. O anúncio vem após o retorno dos protestos raciais em algumas partes do país, depois que a promotoria decidiu não acusar de assassinato os policiais envolvidos na morte de Breonna Taylor, uma mulher negra, em março, em Louisville, no Kentucky.

Taylor morreu após ser alvejada com seis tiros em uma batida policial dentro de sua casa por três policiais à paisana. Os agentes atiraram indiscriminadamente quando o namorado da mulher os confundiu com assaltantes e atirou. Desde o início dos protestos, Trump tem culpado o movimento Antifa, que tem raízes anarquistas e objetivos centrados em derrubar grupos fascistas, racistas, neonazistas e de extrema direita, de estar por trás da organização de tumultos nas principais regiões do país.

* Com EFE