Protesto contra ‘passaporte da Covid’ termina com pessoas presas e feridas na Holanda

Pelo menos 20 manifestantes foram detidos e outros sete precisaram de atendimento médico; policiais alegam incêndios criminosos e utilização de fogos de artifício como arma

  • Por Jovem Pan
  • 20/11/2021 11h19
EFE/EPA/Killian LindenburgProtestos terminaram com pessoas feridas e presas

Uma manifestação realizada nesta sexta-feira, 19, na Holanda contra o endurecimento das restrições da Covid-19 no país terminou em confusão na cidade de Roterdã, com policiais disparando tiros para o ar e realizando prisões após supostas agressões por parte dos ativistas. Em conversa com a imprensa, o prefeito do município, Ahmed Aboutaleb, considerou o caso uma “orgia de violência”, disse que policiais foram atacados e afirmou que pelo menos sete pessoas ficaram feridas e outras 20 foram detidas. “Incêndios foram ateados em vários lugares, fogos de artifício foram usados e a polícia disparou vários tiros de advertência”, relatou a polícia em comunicado. O protesto foi organizado pelas redes sociais após o governo anunciar que a política chamada de “3G”, que permitia a emissão de um passaporte sanitário para pessoas não-vacinadas que apresentassem testes negativos da Covid-19, se tornaria a política “2G”, excluindo todos os que não estivessem imunizados do acesso a estabelecimentos.

Esta não é a primeira vez na qual a cidade é palco de confrontos entre polícia e manifestantes contra medidas de isolamento. No começo do ano, protestos violentos contra toques de recolher também deixaram pessoas presas e feridas. Por causa da confusão, Roterdã decretou ordem de emergência e um toque de recolher nas primeiras horas da manhã. Até o momento, não há informações exatas sobre o número de feridos ou seus estados de saúde. A medida de endurecimento das regras na Holanda segue um padrão europeu, já que o continente, com números significativos de pessoas não-vacinadas por opção, teme uma nova onda da doença. Também nesta sexta-feira, 19, a Áustria, que já tinha aplicado um lockdown obrigatório aos não-vacinados, determinou um lockdown total no país por 20 dias para tentar conter as contaminações.