Rebelião em presídio no Equador deixa ao menos 24 mortos e 49 feridos

Sistema prisional do país vive crise; motim teria se originado em brigas de diferentes facções

  • Por Jovem Pan
  • 29/09/2021 01h33
Marcos Pin / EFEGoverno equatoriano promete investir para evitar rebeliões no sistema prisisonal como a que deixou 24 mortos

Uma rebelião no Centro de Privação de Liberdade Número 1 em Guayaquil, no Equador, deixou ao menos 24 mortos e 49 feridos por causa de um confronto entre detentos de gangues rivais que lutam pelo controle da penitenciária. Fausto Buenaño, comandante de polícia da Zona 8, cuja sede fica em Guayaquil, disse que, após unidades táticas da corporação entraram no presídio e encontraram cinco corpos nos primeiros quatro pavilhões, e que no quinto, onde o confronto se concentrou, outros 19 detentos estavam mortos por impacto de projéteis e efeito de granadas. Buenaño também disse que 49 pessoas foram feridas e levadas para o lado de fora da penitenciária para serem tratadas por paramédicos. Os governos local da província de Guayas e federal do Equador garantem que já restabeleceram a ordem no presídio

O sistema prisional do Equador está em crise, e o governo nacional anunciou no mês passado que gastará US$ 75 milhões durante os próximos quatro anos para tentar resolver a situação. Três motins ocorridos simultaneamente em fevereiro de 2021 deixaram 62 mortos (33 em Cuenca, 21 em Guayaquil e oito em Cotopaxi). Em 13 de setembro, uma penitenciária localizada na província costeira de Guayas foi atacada com drones, o que causou três explosões e afetou o telhado do complexo. O incidente desta terça-feira ocorreu um dia depois que o diretor do Serviço Nacional de Atenção Integral aos Adultos Privados de Liberdade e Adolescentes Infratores (SNAI), Fausto Cobo, renunciou ao cargo para assumir outra tarefa do presidente Guillermo Lasso em uma unidade de inteligência estratégica.