Reino Unido e União Europeia definem acordo comercial pós-Brexit

Negociações para fechar os termos desse processo duraram 11 meses; texto ainda precisa ser ratificado pelas 27 nações que compõe o bloco europeu

  • Por Jovem Pan
  • 24/12/2020 12h43 - Atualizado em 24/12/2020 13h39
Reprodução / Twitter

O Reino Unido e a União Europeia chegaram a um acordo comercial pós-Brexit nesta quinta-feira, 24. Após 11 meses negociações, Downing Street, escritório do primeiro ministro Boris Johnson, divulgou uma nota afirmando que “os britânicos tiveram promessas durante o referendo de 2016 e as eleições gerais do ano passado está entregue neste acordo”. “Retomamos o controle do nosso dinheiro, fronteiras, leis, comércio e pesca”, diz o comunicado. Nas redes sociais, o premiê também confirmou o acordo. Em foto publicada no Twitter, Boris Johnson aparece comemorando a proposta, com a legenda “o acordo está feito”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também falou sobre as relações comerciais nas redes sociais. Segundo ela, os países europeus terão “um acordo justo e equilibrado”, que deve “proteger os interesses da UE” e garantir uma “concorrência leal”. “Valeu a pena”, diz a publicação. A necessidade de consenso entre as partes acontece após saída do Reino Unido do bloco europeu – o processo, que durou 4 anos, ficou conhecido como Brexit. O fim do processo de negociações acontece sete dias antes da finalização do período de transição. Com a definição, a partir de 1º de janeiro, as regras para o comércio, circulação de pessoas e negócios devem seguir as exigências estabelecidas entre as partes nesta quinta. Agora, o texto ainda será encaminhado para as 27 nações que compõe a União Europeia. No entanto, segundo o Parlamentou Europeu, é tarde demais para que a aprovação aconteça antes do primeiro dia de 2021, o que pode colocar em prática um termo provisório.

Relembre o caso

A Grã-Bretanha deixou a União Europeia em 31 de janeiro, embora permaneça em suas estruturas econômicas até 31 de dezembro, considerado o prazo final da transição. Por isso, o Reino Unido e a Comissão Europeia, representada por Ursula von der Leyen, buscavam termos para uma negociação benéfica a ambas das partes. No geral, sem um acordo comercial, o Reino Unido comercializaria com o bloco seguindo os termos da Organização Mundial do Comércio (OMC), o que incluiria as tarifas e barreiras. Assim, o governo de Boris Johnson reconhecia que uma saída sem as negociações poderia acarretar em um impasse nos portos britânicos, escassez temporária de alguns bens e aumentos de preços de alimentos básicos.