Reino Unido suspende uso obrigatório de máscaras e outras medidas contra a Covid-19

Decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro Boris Johnson nesta quarta-feira; teletrabalho também não vai ser mais sugerido a partir da próxima semana na Inglaterra

  • Por Jovem Pan
  • 19/01/2022 10h55 - Atualizado em 19/01/2022 11h50
Tolga Akmen / AFP pessoas aglomeradas no reino unido, usando máscara Parte das medidas restritivas contra a Covid-19 no Reino Unido foram derrubadas

Em meio a uma polêmica envolvendo a sua participação em festas durante o lockdown no Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou nesta quarta-feira, 19, que vai relaxar parte das restrições contra a Covid-19 na Inglaterra. A partir da próxima semana, o uso de máscaras não será mais obrigatório e o teletrabalho não será mais exigido no país. O auto-isolamento, que foi anunciado até o mês de março, continua sendo sugerido para os cidadãos, mas o primeiro-ministro afirmou que não pretende estender o período e pode terminá-lo antes, se necessário. “Por causa da nossa extraordinária campanha de terceira dose, da forma como todos nós respondemos ao ‘plano B’, poderemos voltar ao ‘plano A'”, explicou o ministro em Parlamento, frisando que o passaporte sanitário para entrar em estabelecimentos não seria mais obrigatório, mas ainda poderia ser aplicado pelos donos de bares e restaurantes que achassem necessário.

Para analistas, a decisão de Johnson no meio da “onda Ômicron” é uma estratégia para tentar agradar colegas conservadores contrários às medidas de isolamento na pandemia. Isso ocorre porque ele enfrenta uma onda de pedidos de renúncia pela sua participação em festas durante o período do lockdown anunciado pelo governo ainda em 2020 e em 2021. A mídia britânica estima que mais de 50 parlamentares do partido do primeiro-ministro devem escrever cartas de insatisfação direcionadas a ele, um sinal de que, mesmo que não deixe o poder, o mandatário deve enfrentar meses de impopularidade para com a população e entre os seus. De acordo com a plataforma Our World In Data, mais de 70% da população do país está totalmente vacinada e a nação, que em 6 de janeiro chegou a ter um novo pico de casos com mais de 170 mil infecções em 24 horas, registra 15,4 milhões de casos e 153 mil mortes pela doença desde o início da pandemia.