Sobe para 15 o número de mortos desde o início dos protestos no Chile

  • Por Jovem Pan
  • 22/10/2019 10h15
EFEManifestações começaram na última quinta-feira (17)

Subiu para 15 o número de mortos no Chile desde o início da onda de protestos, na última quinta-feira (17). De acordo com o subsecretário do Interior do país, Rodrigo Ubilla, dessas mortes, 11 foram registradas na Região Metropolitana, que inclui a capital, Santiago.

Em declaração, nesta terça-feira (22), Ubilla detalhou que todas as mortes contabilizadas ocorreram em um contexto de “incêndios e saques, principalmente de estabelecimentos comerciais”.

Entenda

As manifestações tiveram início após um aumento no preço da passagem do metrô na quinta-feira (17), medida que foi revogada no sábado (19) pelo presidente do país, Sebastián Piñera. Manifestantes reclamam também da desigualdade social, e dos altos preços de serviços de saúde e educação e dos baixos salários.

Sem conseguir cessar os protestos, ele chegou a decretar toque de recolher em algumas cidades, na tentativa de impedir novos atos, mas as manifestações continuaram nesta segunda-feira (21) pelo quarto dia seguido. Não havia toque de recolher no Chile há mais de 30 anos, desde a ditadura de Augusto Pinochet.

No domingo (20), Piñera contra um inimigo poderoso, que está disposto a usar a violência sem nenhum limite. Eles estão em guerra contra todos os chilenos que querem viver em democracia”. No dia seguinte, no entanto, que “não está em guerra com ninguém”.

O senador de oposição, Ricardo Lagos Weber, também se manifestou contra a afirmação do presidente. “Presidente Sebastián Piñera, não assuste os cidadãos! Não estamos em guerra. Enfrentamos uma crise política, mal conduzida pelo Governo, cujo tema de fundo é a desigualdade. Essas declarações não ajudam a criar um clima de entendimento”, disse.

*Com informações da Agência EFE e Brasil