Spray nasal com 96% de eficácia pode reduzir reprodução da Covid-19, diz empresa

Segundo a Ena Respiratory, o produto pode ser utilizado como método de terapia antiviral preventiva, além de complementar os programas de vacinação

  • Por Jovem Pan
  • 28/09/2020 10h58
REUTERS/Hyungwon KangAlém de beneficiar as pessoas mais vulneráveis, esse spray, que seria aplicado uma ou duas vezes por semana, também evitaria que pessoas infectadas transmitissem a doença para outras

Um spray nasal inicialmente desenvolvido para estimular o sistema imunológico contra resfriados e gripes apresentou sucesso no retardo da reprodução viral da Covid-19. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, 28, pela Ena Respiratory, empresa australiana de biotecnologia que investiga seu uso. A companhia indicou que os testes clínicos realizados com furões, coordenados pelo subdiretor de Saúde Pública da Inglaterra, Miles Carroll, revelaram uma eficácia de 96%. A empresa australiana também afirmou que o estudo, publicado no site portal de pesquisas biomédicas “bioRxiv”, forneceu provas de que a molécula sintética INNA-051, nome do produto, pode ser utilizada como método de terapia antiviral preventiva, além de complementar os programas de vacinação.

O diretor administrativo da Ena Respiratory, Christophe Demaison, disse que as pessoas expostas ao novo coronavírus “têm grande probabilidade de eliminá-lo rapidamente com o tratamento, garantindo que a doença não se desenvolva para além dos sintomas moderados”. Além de beneficiar as pessoas mais vulneráveis, esse spray, que seria aplicado uma ou duas vezes por semana, também evitaria que pessoas infectadas transmitissem a doença para outras, acrescentou o executivo da empresa, esperando que os testes clínicos comecem em menos de quatro meses. A Ena Respiratory informou que obteve cerca de 11,7 milhões de dólares australianos, que representa cerca de R$ 45,7 milhões, de investidores locais para continuar o trabalho, enquanto aguarda o progresso nos estudos de toxicidade e a concessão de licenças.

*Com Agência EFE