Sri Lanka afirma que grupo islamita é responsável por ataques deste domingo

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (22) pelo porta-voz do governo do Sri Lanka, Rajitha Senaratne

  • Por Jovem Pan
  • 22/04/2019 09h33
Agência EFE Atentados a três igrejas católicas e quatro hoteis deixaram ao menos 290 mortos e 500 feridos neste domingo de Páscoa (21). no Sri Lanka

O grupo islamita National Thowheeth Jama’ath (NTJ) está por trás dos ataques deste domingo de Páscoa (21) no Sri Lanka. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (22) pelo porta-voz do governo do Sri Lanka, Rajitha Senaratne.

Os atentados a três igrejas católicas e quatro hoteis deixaram ao menos 290 mortos e 500 feridos.

De acordo com o porta-voz, apesar dos sete autores serem do Sri Lanka, há suspeitas de eventuais vínculos da organização com grupos estrangeiros. “Não acreditamos que uma organização pequena deste país possa fazer tudo isso. Estamos investigando o apoio internacional e outros vínculos”, disse Senaratne.

O governo do Sri Lanka informou que vários terroristas se suicidaram nos atentados em série do domingo de Páscoa. “A maioria foi de ataques suicidas. Com base nisso, estamos fazendo operações e detenções. Também foram realizadas inspeções em seus lugares de treinamento”, disse Rajtha Senraratne em entrevista coletiva.

Uma nota divulgada há dez dias à polícia cingalesas alertava que o NTJ estava preparando atentados contra algumas igrejas e a embaixada da Índia na capital, Colombo. O grupo, que é pouco conhecido, praticou atos de vandalismo contra estátuas budistas no ano passado.

As explosões coordenadas em três igrejas e quatro hotéis colocam em evidência a ameaça à coexistência religiosa na Ásia, onde governantes têm chegado ao poder enfatizando suas origens étnicas e religiosas.

A embaixada dos Estados Unidos na capital, Colombo, advertiu que grupos terroristas preparam novos ataques no Sri Lanka.

Nesta segunda-feira, o governo decretou a entrada em vigor do estado de emergência. “O objetivo é autorizar a polícia e as três forças (armadas) a garantir a segurança pública”, afirmou a presidência do país em comunicado oficial.

*Com informações do Estadão Contéudo