JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Jornal da Manhã – 2ª Edição | 07h00 - 10h00
Mundo

Trump alerta Zelensky sobre acordo com a Rússia: ‘Não tem nada até eu aprovar’

Os dois líderes têm encontro marcado para o domingo (28), na Flórida; Rússia acusa a Ucrânia de 'torpedear' as negociações de paz, especialmente pela falta de solução territorial

Felipe Cerqueira

Volodimir Zelensky e Donald Trump na missa de funeral do papa Francisco
El presidente ucraniano Zelensky se reúne con el presidente estadounidense Trump en la misa funeral del Papa Francisco en la Ciudad del Vaticano EFE/Serviço de Imprensa Presidencial da Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (26) que nada está garantido nas negociações sobre o conflito na Ucrânia até que ele dê seu aval. As declarações foram feitas antes de uma reunião com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, prevista para o domingo (28), na Flórida. A reunião ocorre dias após a divulgação de um novo plano de paz proposto pelos Estados Unidos, revisado após discussões com Kiev.

“Ele [Zelensky] não tem nada até que eu aprove”, disse Trump ao portal Politico. O presidente americano, que está intensificando seus esforços de mediação, indicou que espera falar com o líder russo Vladimir Putin “em breve”. Trump também se mostrou otimista quanto à sua conversa com Zelensky, acrescentando que espera que as negociações corram bem com o presidente russo.

Zelensky viajará até a residência de Trump em Mar-a-Lago, onde o presidente americano passa o Natal e o Ano Novo. O principal tema da conversa será a questão territorial, que continua sendo o ponto mais complicado nas negociações para encerrar o conflito com a Rússia.

O novo plano de paz dos Estados Unidos, apresentado por Zelensky na última quarta-feira (24), propõe um congelamento da linha de frente, sem oferecer uma solução imediata para as questões territoriais. O documento também abandona duas exigências centrais de Moscou: a retirada das tropas ucranianas da região de Donbass e um compromisso formal e juridicamente vinculante de que a Ucrânia não ingressará na Otan. A Rússia criticou a proposta, alegando que ela difere radicalmente dos termos previamente discutidos com Washington.

Em resposta, a Rússia acusou a Ucrânia de tentar “torpedear” as negociações de paz. O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Riabkov, afirmou que o novo plano ucraniano “diferente radicalmente” do acordo negociado com os Estados Unidos e destacou a falta de uma resolução definitiva para os problemas territoriais, considerados fundamentais para um acordo de paz. “Será impossível chegar a um acordo definitivo sem resolver as questões de fundo da crise”, afirmou Riabkov.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_4anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

A tensão continua alta, com a Rússia exigindo que a Ucrânia retire suas tropas de Donbass e se comprometa a não entrar na Otan, demandas que, até agora, não foram atendidas pelo governo ucraniano. A reunião entre Trump e Zelensky será um momento chave para definir os rumos das negociações, mas as divergências entre as partes permanecem, com o foco na questão territorial sendo o maior obstáculo para um acordo de paz duradouro.

*Com informações da AFP

[jp-related-posts ids=”2090485,2090383″]