Uso de máscaras e comprovante da vacina deixam de ser obrigatórios na Inglaterra

Medida faz parte do ‘plano B’ do governo, adotado após o surgimento da variante Ômicron e que já previa o momento de flexibilização

  • Por Jovem Pan
  • 27/01/2022 13h12 - Atualizado em 27/01/2022 14h06
EFE/EPA/ANDY RAIN Inglaterra / máscara Máscaras de proteção contra a Covid-19 deixam de ser obrigatórias na Inglaterra

O uso de máscaras e dos comprovantes de vacinação deixam de ser obrigatórios na Inglaterra nesta quinta-feira, 27, após o governo ter suavizado as restrições da pandemia da Covid-19. A gestão pública está esperançosa de que a população passe a conviver com a Covid-19 como convive com a gripe. Apesar disso, as lojas e supermercados do país, como também as empresas de trem e metrô, já informaram que vão continuar pedindo aos cidadãos que continuem a utilizar a proteção. As regras foram retiradas seguindo o compromisso do primeiro-ministro Boris Johnson de preparar o caminho para a “normalidade completa”.

No Twitter, ele comemorou as revogações, mas lembrou que a pandemia não acabou: “Todos devem permanecer cuidadosos, e peço a todos aqueles que ainda não receberam a vacina que se manifestem”. De acordo com um porta-voz oficial, a partir de hoje o uso de máscaras será “uma questão de juízo pessoal”. O Governo também esclareceu que vão continuar as orientações de Saúde Pública no país, informando para os britânicos usarem máscara em locais de grande aglomeração e espaços fechados onde haja contato com estranhos. As empresas privadas vão poder escolher se vão exigir a apresentação do passaporte da vacina ou não.

O governo também anunciou que os moradores de casas de repouso – dos quais 86,5% já receberam a dose de reforço da vacina – poderão receber um número ilimitado de visitantes a partir da próxima segunda-feira, 31. Além disso, caso testem positivo para o coronavírus, terão que se isolar por menos tempo. As revogações se somam a outras já eliminadas no país na semana passada, como a instrução para trabalhar em home office sempre que possível e o uso de máscaras em sala de aula por estudantes. A flexibilização das restrições no país são apontadas no chamado “Plano B” do governo, que entrou em vigor após uma revisão de dados oficiais da taxa de infeções, eficácia das vacinas, as pressões da Covid-19 no sistema de saúde público, faltas ao trabalho, comportamento público e avaliações de cientistas. Em contrapartida, prefeito de Londres, Sadiq Khan, indicou que as máscaras continuarão sendo obrigatórias nos serviços de transporte da capital e pede aos cidadãos que devem “fazer a coisa certa”