Governo britânico pede desculpas à Rainha Elizabeth por festas durante luto por príncipe Philip

Eventos realizados um dia antes do funeral do monarca não contaram com a presença de Boris Johnson, que vive crise por participar de outra festa na pandemia

  • Por Jovem Pan
  • 14/01/2022 12h16 - Atualizado em 14/01/2022 12h32
Alastair Grant / POOL / AFP Governo do Reino Unido pediu desculpas formais à Rainha Elizabeth II

O governo do Reino Unido pediu nesta sexta-feira, 14, desculpas formais à rainha Elizabeth II por duas festas realizadas em sua sede no dia 16 de abril, véspera do funeral do príncipe Philip e quando o país estava em luto oficial, informou um porta-voz de Downing Street. Os eventos, nos quais o primeiro-ministro Boris Johnson não esteve presente, segundo o porta-voz, foram “lamentáveis”, e o governo apresentou desculpas à monarca. Em 17 de abril, Elizabeth II, de 95 anos, assistiu ao funeral de seu marido no Castelo de Windsor, sentada sozinha e usando uma máscara, em conformidade com as restrições devido à pandemia de Covid-19, que foram ignoradas pelos funcionários da residência oficial e escritório do premiê. “É muito lamentável que isso tenha acontecido em um momento de luto nacional, e Downing Street nº10 (sede do governo britânico) pediu desculpas ao palácio (de Buckingham, residência oficial e escritório da rainha)”, declarou o porta-voz.

“Nesta semana o primeiro-ministro reconheceu que Downing Street deve estar sujeita aos mais altos padrões e assumir a responsabilidade por coisas que não foram bem feitas”, acrescentou. O jornal “The Daily Telegraph” revelou ontem que duas festas noturnas foram realizadas na sede do governo em 16 de abril, sendo uma de despedida para o então diretor de comunicações de Johnson, James Slack, e outra para um fotógrafo oficial. Em um comunicado divulgado hoje pela News UK, editora do jornal “The Sun”, do qual agora Slack é editor adjunto, ele assumiu “total responsabilidade” por um evento que “não deveria ter acontecido”. As notícias sobre as festas realizadas em meio ao luto pela morte do príncipe Philip, ocorrida em 9 de abril, aumentaram a pressão sobre o premiê, cuja renúncia foi pedida pela oposição e até por alguns parlamentares de seu próprio partido, o Conservador.

*Com informações da EFE