Obama e Merkel insistem que provas do acidente do MH17 devem ficar intactas
Washington, 18 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, coincidiram nesta sexta-feira em destacar durante uma conversa telefônica a necessidade de que as provas do acidente envolvendo o voo MH17 da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia permaneçam “intactas”.
“O presidente Obama e Merkel conversaram hoje por telefone e reiteraram que todas as partes devem garantir o acesso pleno, seguro e sem restrições ao local do incidente”, informou a Casa Branca em comunicado.
Os dois líderes insistiram que é necessária uma investigação exaustiva e “sem atrasos”.
Tanto Obama como Merkel concordaram “com a necessidade de que todas as provas permaneçam intactas e na Ucrânia”, segundo o comunicado.
Também acordaram em continuar com os esforços para se chegar a uma solução diplomática para o conflito na Ucrânia. Além disso, ambos manterão contatos para considerar se serão necessárias medidas punitivas adicionais contra a Rússia, que é acusada pelo Ocidente de envolvimento no conflito.
“Os dois insistiram que a Rússia tem uma clara responsabilidade de negar apoio aos separatistas do leste da Ucrânia e o seu acesso contínuo a armas pesadas”, afirmou a Casa Branca.
O Boeing-777 da Malaysia Airlines caiu com 298 passageiros a bordo na quinta-feira na região leste de Donetsk, cenário de combates entre as forças governamentais da Ucrânia e os rebeldes pró-russos.
Enquanto o governo ucraniano e os separatistas continuam trocando acusações sobre quem é o responsável pelo acidente, Obama denunciou que o envolvimento de Moscou no conflito na Ucrânia causou uma “tragédia de dimensões inefáveis”.
“As provas indicam que o avião foi abatido por um míssil terra-ar lançado de uma área controlada pelos separatistas apoiados pela Rússia dentro da Ucrânia”, afirmou Obama hoje na Casa Branca em uma declaração para a imprensa.
“Sabemos que esses separatistas receberam um fluxo constante de apoio da Rússia. Isso inclui armas e treinamento, inclui armamento pesado, e inclui armamento antiaéreo”, alertou.
Pouco depois, o Pentágono detalhou que possui “provas muito sólidas” que revelam que o avião foi derrubado por um míssil SA-11, um projétil bastante sofisticado, fazendo com que seja “difícil acreditar que possa ser utilizado por separatistas sem qualquer tipo de treinamento e apoio da Rússia”, afirmou o porta-voz da Casa Branca, John Kirby. EFE
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