ONU prepara medidas para cortar vias de financiamento ao Estado Islâmico

  • Por Agencia EFE
  • 06/02/2015 19h11
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Nações Unidas, 6 fev (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU analisará nesta sexta-feira, pela primeira vez, uma nova proposta de resolução para tentar cortar as vias de financiamento aos jihadistas do Estado Islâmico (EI), disseram à Agência Efe fontes diplomáticas.

O texto, elaborado pela Rússia, será discutido pelos embaixadores dos 15 países do Conselho de Segurança em reunião a portas fechadas e poderia ser adotado a partir de hoje mesmo, embora o mais provável é que o processo se complete na próxima semana.

A minuta recolhe várias ideias incluídas já em outros textos anteriores para dificultar as ações de grupos vinculados à Al Qaeda e se centra, principalmente, nas três grandes vias de financiamento do EI: a venda de petróleo, o tráfico de antiguidades e os sequestros.

O texto na mesa do Conselho de Segurança, que terá caráter vinculativo caso seja aprovado, exige aos países que evitem comprar petróleo procedente de áreas controladas pelos jihadistas, que tomem medidas para conter a venda do patrimônio histórico roubado no Iraque e na Síria e que não paguem resgates.

No caso do tráfico de petróleo, que segundo alguns relatórios chegou a dar ao EI mais de US$ 1 milhão por dia, a ONU adverte ainda que quem participa desse comércio se expõe a sanções internacionais.

Além disso, urge todos os países a assegurar que todos os bancos impeçam os jihadistas de acessar ao sistema financeiro internacional.

Nos últimos meses, o financiamento dos grupos jihadistas e sua facilidade para recrutar combatentes estrangeiros foram objeto de grande atenção por parte do Conselho de Segurança.

O principal órgão de decisão da ONU aprovou vários textos relativos ao avanço do EI e outras formações extremistas no Iraque e na Síria, um assunto que habitualmente foi objeto de consenso entre os membros do Conselho.

A nova minuta, além disso, inclui um trecho dedicado à proliferação na Síria e no Iraque de sistemas de defesa aérea portáteis e lembra aos governos sua obrigação de impedir a provisão direta ou indireta de armas a grupos terroristas como o EI e a Frente al Nusra. EFE

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