Veja o momento em que a marinha dos EUA ataca e captura navio do Irã
Fontes de seguranças informaram que os Estados Unidos desconfiam que o navio do Irã, provavelmente tem a bordo o que Washington considera itens de uso duplo
O Comando Central dos Estados Unidos divulgou no domingo (19) um vídeo em que mostra o momento em que as forças norta-americanas abriram fogo e capturaram um navio do Irã. “As forças americanas enviaram multiplos alertas e informes para o cargueiro iraniano de que era uma violação do bloqueio dos Estados Unidos”, explicou o Comando em uma publicação no X (antigo Twitter).
“Depois dos Toruka’s ignorar os alertar por seis horas, o Spruance desativou a propulsão do Touska disparando vários projéteis do canhão MK 45 de 5 polegadas do destróier contra a sala de máquinas da embarcação”, explicou, e acrescentou que. Fuzileiros navais da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais abordaram posteriormente o navio não cooperativo, que permanece sob custódia dos EUA.
Nesta segunda-feira (20), fontes de seguranças informaram que os Estados Unidos desconfiam que o navio do Irã, provavelmente tem a bordo o que Washington considera itens de uso duplo que poderiam ser usados pelos militares, entretanto, não entraram em detalhes sobre os itens.
O Comando Central dos EUA listou metais, tubos e componentes eletrônicos entre outros produtos que poderiam ter uso militar e industrial e poderiam ser capturados. Os militares do Irã disseram que o navio estava viajando da China e acusaram os EUA de “pirataria armada”, de acordo com a mídia estatal iraniana nesta segunda-feira.
— U.S. Central Command (@CENTCOM) April 19, 2026
De acordo com os números divulgados na manhã de sábado (18) pelo Exército norte-americano, desde o início do bloqueio aos portos iranianos, em 13 de abril, “23 navios acataram as ordens das forças norte-americanas de voltar”.
O Irã suspendeu na sexta-feira (17) o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural. Entretanto, no dia seguinte, anunciou que voltava a impor “controle rigoroso” sobre a passagem em resposta à decisão dos Estados Unidos de manter a interdição aos portos iranianos.
*Com informações da Reuters e AFP
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