Pelo menos 8 mortos, a maioria menores, por queda de foguetes na Síria
Beirute, 23 fev (EFE).- Pelo menos oito civis morreram ontem à noite, a maioria menores de idade, pelo impacto de vários foguetes em uma cidade síria próxima da fronteira com o Iraque, onde foram registrados choques entre curdos e jihadistas, informou nesta segunda-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.
Os projéteis foram disparados por “peshmergas”, forças do Curdistão do Iraque, contra a cidade síria de Selima, na província de Al Hasaka, como apoio aos combatentes das Unidades de Proteção do Povo, milícias curdo sírias.
Os milicianos curdos sírios tomaram o controle de Selima após a retirada recente do grupo extremista Estado Islâmico (EI), contra quem mantêm contínuos choques armados.
Nessa mesma província, os combatentes curdos sírios enfrentam os radicais desde o amanhecer nas imediações das localidades de Aguibish e Tal Tamr, onde se concentram combatentes das Unidades de Proteção do Povo.
O diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abderrahman, informou hoje para a Agência Efe sobre a morte, ontem, do “emir” do EI da região de Al Qalamoun, ao norte de Damasco e na fronteira com o Líbano, em uma emboscada efetuada por outro dirigente do mesmo grupo.
Abu Osama al Baniasi morreu em um ataque praticado por Abu Walid al Maqdisi após ser acusado de cometer “apostasia”, segundo o Observatório, para quem o crime ocorreu em território sírio.
Al Maqdisi foi preso pelo EI após matar Al Baniasi e será julgado por um tribunal da organização, segundo a fonte.
Por outro lado, fontes militares libanesas disseram à Efe que o assassinato ocorreu na noite do sábado na região libanesa de Arsal, na fronteira com a Síria.
Segundo o jornal libanês “Daily Star”, Al Maqdisi, um jurista do EI que emite fetuas (decretos religiosos) em nome do grupo, atirou em Al Baniasi após uma discussão sobre as relações que este emir supostamente mantinha com a Frente al Nusra, braço sírio do grupo terrorista Al Qaeda e adversária do EI.
O jornal, que cita fontes de segurança, sustenta que Al Maqdisi decidiu matar Al Baniasi após descobrir que ele pensava em abandonar o EI para se unir a Al Nusra.
O EI proclamou no final de junho um califado no Iraque e na Síria, onde tomou partes do norte e do centro de ambos os países. EFE
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