‘Pandemia foi um castigo para o mundo todo, mas o governo fez o que pôde’, diz Bolsonaro

Durante evento sobre o meio ambiente no Palácio do Planalto, o presidente analisou o desempenho do Brasil na pandemia; ‘Este é um governo que deixará saudades’, afirmou

  • Por Jovem Pan
  • 12/05/2021 19h17 - Atualizado em 12/05/2021 20h28
WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOO presidente também aproveitou o evento desta quarta-feira, 12, para defender o voto impresso

Enquanto a CPI da Covid-19 movimentava o Senado nesta quarta-feira, 12, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conquistava aplausos durante um evento sobre o meio ambiente no Palácio do Planalto. Mesmo discursando sobre a questão ambiental, o presidente aproveitou para analisar os desdobramentos da Comissão. “Essa pandemia foi um castigo para o mundo todo, o governo fez o que pôde. Agora, os que não fizeram nada querem atrapalhar o governo. No entanto, eu acredito nas instituições. Não temo absolutamente nada, só Deus me tira daqui. Não querendo desafiar ninguém, mas vão nos respeitar. Nunca receberam, da minha parte, uma sugestão para censurar quem quer que seja. Somos um país livre, os direitos fundamentais precisam ser respeitados. Devem ser acatados os direitos de ir e vir, ao trabalho e à liberdade religiosa. Essa é a nossa pátria, o Brasil fantástico e maravilhoso”, disse Bolsonaro.

Além disso, o presidente aproveitou o espaço para defender o voto impresso, uma das pautas que carrega consigo desde o início de seu mandato. “Enquanto durar nosso mandato, buscaremos fazer o melhor para todos. Tenho certeza que este é um governo que deixará saudades, só não sei se em 2022 ou 2026. Nós temos a obrigação de fazer o melhor, não é fácil. Tenho 28 anos de vida parlamentar, é muito mais difícil fazer a coisa certa”, afirmou. Ele continuou a fala projetando o cenário eleitoral da próxima disputa à Presidência. “Tenham certeza que nas urnas de 2022, com o voto auditável aprovado tendo à frente a Bia Kicis, não pairará nenhuma sombra de dúvidas sobre a cabeça dos brasileiros relativa à lisura do processo eleitoral. Caso o parlamento brasileiro promulgue, teremos voto impresso em 2022. Ninguém passará por cima da decisão do parlamento, chega de sermos atropelados. O respeito precisa existir entre todos. Minha obrigação é atender o povo e ser leal ao parlamento. Tenho certeza que teremos dias melhores pela frente”, concluiu o presidente.