Advogado de Braga Netto presta solidariedade ao STF ‘pelos ataques que a Corte vem sofrendo’

Dirigindo-se ao ministro Moraes, José Luís Mendes de Oliveira Lima afirmou que ‘o fato de divergir de decisões de vossa excelência não quer dizer, que eu acolho os ataques feitos’   

  • Por Jovem Pan
  • 03/09/2025 13h32
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Rosinei Coutinho/STF José Luis de Oliveira Lima. Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1. Foto: Rosinei Coutinho/STF O advogado, José Luis de Oliveira Lima, durante julgamentos da ação penal 

O advogado José Luís Mendes de Oliveira Lima, que representa o ex-ministro da Defesa e da Casa Civil Walter Braga Netto, prestou solidariedade ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos ataques de bolsonaristas à Suprema Corte e disse que as divergências que apresentará em sua manifestação oral não significam apoio a esses ataques. A declaração de Lima vai no sentido de desassociar a defesa de Braga Netto dos apoiadores mais radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Em toda oportunidade que tiver como advogado e cidadão, vou prestar solidariedade ao STF e aos seus integrantes que esta Corte vem recebendo. Não tenho a menor dúvida de que a grandeza desta Corte e de vossas excelências já superou estes ataques”, disse, logo no início de sua fala. Lima lembrou do mensalão e disse que havia uma cobertura “frenética”, mas “em momento algum essa Corte sofreu os ataques recentes”. “Acho inadmissível, como advogado, não tenho como ficar quieto”, afirmou.

Dirigindo-se ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso e principal alvo de ataques de bolsonaristas, afirmou: “O fato de divergir de decisões de vossa excelência não quer dizer, em momento algum, que eu acolho os ataques que foram feitos à vossa excelência. Vossa excelência tem passado, presente e futuro”. O advogado disse que seu cliente “é inocente”. “Quem diz isso? Não é este advogado, são os autos, as provas produzidas, as testemunhas e os inúmeros documentos juntados nesse processo”, declarou.

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Afirmou, ainda, que o general tem “40 anos de serviços prestados, sem qualquer mácula” e que sua condenação, nos termos propostos pela Procuradoria-Geral da República, pode significar que ele ficará preso pelo resto de sua vida.  “Nesta data, no momento em que estou aqui, emoção aumenta porque estou defendendo um homem de 40 anos de serviços prestados, sem qualquer mácula em sua carreira, e se a denúncia for aceita da forma como foi proposta pelo Ministério Público, este homem, que tem 69 anos, passará o resto da sua vida no cárcere”, declarou.

*Com informações do Estadão Conteúdo 

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