CPI pede à Justiça busca e apreensão de celular de motoboy da VTCLog; veja como foi

Decisão foi tomada após Ivanildo da Silva se recusar a entregar aparelho para a perícia do Senado

  • Por Jovem Pan
  • 01/09/2021 10h49 - Atualizado em 01/09/2021 17h34
Jefferson Rudy/Agência SenadoFuncionário da VTCLog deporia na terça-feira, mas foi oitiva foi cancelada após decisão do ministro Nunes Marques, do STF

A programação da CPI da Covid-19 sofreu uma reviravolta na manhã desta terça-feira, 1º. Minutos antes do início da sessão, que seria destinada ao depoimento do advogado Marcos Tolentino, apontado como sócio oculto do FIB Bank, a cúpula da comissão confirmou a oitiva do motoboy da VTCLog, Ivanildo Gonçalves da Silva, responsável pelos saques de mais de R$ 4,7 milhões em espécie da conta da empresa e por supostos pagamentos de boletos em benefício de Roberto Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde. Tolentino alegou que não poderia comparecer ao Senado por estar internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com sequelas da Covid-19. Nesta terça-feira, 31, ele enviou aos senadores uma solicitação para que pudesse ser acompanhado por seu médico e seu enfermeiro de confiança durante a oitiva. Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), Tolentino se comprometeu a enviar um atestado médico aos parlamentares.

Ivanildo Gonçalves seria inicialmente ouvido na terça, mas o depoimento foi cancelado porque o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu decisão liminar dispensando o depoente de comparecer ao Senado. Como o recurso apresentado pela Advocacia da Casa não foi julgado, o motoboy terá o direito de não prestar o compromisso de dizer a verdade e poderá ficar em silêncio. A VCTLog está na mira da comissão em razão de contratos firmados com o Ministério da Saúde. O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que o colegiado “vai a fundo” nas investigações contra a empresa de logística. Acompanhe a cobertura ao vivo da Jovem Pan:

17:33 – Sessão é encerrada

Depoimento de Ivanildo Gonçalves é encerrado.

17:30 – CPI cogita trazer depoentes sob vara 

O presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), quer esperar uma resposta do Sírio Libanês sobre o quadro de saúde de Marcos Tolentino e Marconny Faria para decidir quem será ouvido nesta quinta-feira, 2. Existe a possibilidade deles serem conduzidos coercitivamente. “O problema do malandro é achar que só a mãe dele fez filho esperto”, ironizou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Tolentino e Faria apresentaram atestados médicos alegando, respectivamente, “formigamento no corpo” e “dor pélvica” para não comparecerem ao Senado. Segundo Aziz, o hospital criou uma junta médica para atestar a veracidade dos documentos apresentados à CPI.

17:12 – Lobista da Precisa alegou ‘dor pélvica’ para não depor à CPI; junta médica do Sírio Libanês vai atestar quadro clínico de paciente 

A CPI da Covid-19 pretende ouvir nesta quinta-feira, 2, Marconny Albernaz Faria, lobista da Precisa Medicamentos. No entanto, ele apresentou um atestado médico de 20 dias, assinado em nome do Hospital Sírio Libanês, alegando estar com “dor pélvico”, para justificar sua ausência. O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), ligou para o diretor do hospital e pediu para que a instituição ateste se o documento é verdadeiro. “Ele mandou criar uma junta médica para ver o que o paciente tem e vai mandar para a CPI. Vão nos responder tecnicamente. Me disse para ficarmos tranquilos, porque o Sírio não vai dar atestado para quem não está doente. O paciente Marconny recebe um atestado médico de 20 dias. Se um trabalhador brasileiro tiver o que ele teve, duvido conseguir ficar 20 dias em casa com dor pélvica. Caso o Sírio Libanês venha com diagnóstico diferente, os dois médicos vão vir aqui na CPI explicar isso. Como protegem bandidos, investigados, pessoas que tentaram tirar proveito da compra de vacinas para os brasileiros? Espero que respondam o mais rápido possível”, disse Aziz.

16:30 – Lobista da Precisa apresenta atestado médico do Sírio Libanês para justificar ausência 

A CPI da Covid-19 convocou para depor nesta quinta-feira, 1º, Marconny Albernaz Faria, apontado como lobista da Precisa Medicamentos. Mais cedo, o colegiado disse que o convocado estava se recusando a receber a intimação da comissão. Enquanto o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) inquiria o motoboy Ivanildo Gonçalves, a Secretaria da Mesa da CPI entregou ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) um atestado médico em nome do hospital Sírio Libanês que justificaria a sua ausência. O vice-presidente da comissão pediu que uma junta médica do Senado confira a veracidade do documento. “Jabuti não sobe em árvore. Se subiu, ou foi gente ou foi enchente”, ironizou Rodrigues. “Estou vendo lobista e sócio oculto da FIB Bank apresentarem atestado para não comparecerem à CPI”, acrescentou o senador.

16:25 – Kajuru: ‘Acharmos que tudo que ele falou é verdade, penso ser precipitado’

O senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) afirmou que a CPI da Covid-19 não deveria “canonizar” o motoboy Ivanildo Gonçalves. Para o parlamentar, o funcionário da VTCLog compareceu ao Senado para apresentar uma versão que interesse à empresa. “Acharmos que tudo o que ele falou é verdade, penso ser precipitado. Na maioria das suas respostas, a frase mais usada pelo senhor foi ‘eu não me lembro’. Eu já fui motoboy em Ribeirão Preto. Um motoboy que faz pagamentos, que manda dinheiro para alguém, sempre tem a curiosidade para saber quem é. Me desculpe, senhor Ivanildo. O senhor tem que lembrar de alguém para quem fez pagamentos ou transferiu dinheiro”, disse Kajuru. “Acho que ele foi orientado para vir à CPI. Não só pelo advogado, mas como por seus superiores. Em nenhum momento, alguém da empresa falou ‘vai lá e fale o que o senhor quiser’. Isso não é verdade. ‘Vai lá e fala assim, assim e assim'”, prosseguiu o senador do Podemos.

15:37 – Senador alerta para risco de tentativa de obstrução da investigação

A CPI da Covid-19 aprovou agora o pedido de busca e apreensão do celular de Ivanildo Gonçalves. A decisão foi tomada após o motoboy da VTCLog se negar a entregar seu aparelho. Na sequência, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) fez um alerta ao depoente: “Você é defendido pelo advogado da empresa. Por isso, estou te fazendo um alerta: estamos pedindo busca e apreensão de seu telefone. Se houver alguma modificação nesse telefone, apagarem mensagem, a localização, a consequência acontece contra você. Tenha esse cuidado e esse discernimento, para evitar que você tenha alguma responsabilização e que um cara honesto acabe processado, sem necessidade, por estar involuntariamente defendendo gente que não é honesta”.

15:33 – Ivanildo mantém a decisão de não entregar celular à CPI 

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) reiterou o pedido para que Ivanildo Gonçalves entregue seu celular para que a perícia do Senado possa obter as trocas de mensagens e os registros de chamada feitas pela CEO da VTCLog, Andréia Lima, e pelo dono da empresa, Carlos Alberto de Sá, o Carlinhos. Por orientação do advogado, ele manteve sua decisão de não entregar o aparelho telefônico. “Quem tem coisa para esconder não é você, é a empresa. [O pedido para que entregue o celular] É para sabermos se esse passeio, esse roteiro todo que o senhor relata foi assim. Se for, vai estar no celular. O senhor vai na agência, volta para a empresa. O senhor disse que não fez entrega de recursos para ninguém. Confirmou que esteve na casa de Carlinhos, mas não fez entrega de dinheiro para ninguém”, afirmou Vieira.

14:52 – Marcos Rogério faz propaganda das manifestações de 7 de setembro; Girão elogia falas

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) utilizou seu tempo de inquirição para fazer um discurso sobre democracia e sair em defesa das manifestações bolsonaristas convocadas para o dia 7 de setembro. Na sequência, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que também integra a base governista na CPI da Covid-19, elogiou as falas do parlamentar do DEM. No final de sua exposição, Girão disse que nos atos “o povo” irá gritar contra o Senado Federal por não investigar ministros do Supremo e de tribunais superiores. Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Rogério Carvalho (PT-SE) disseram que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também se omite ao não abrir o processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

14:33 – Depoimento é retomado 

Fala, agora, o senador Marcos Rogério (DEM-RO).

14:12 – Sessão é suspensa por 10 minutos 

Depoimento de Ivanildo Gonçalves é interrompido para um intervalo de 10 minutos.

13:59 – Senador governista usa tempo de fala para disseminar tratamento comprovadamente ineficaz para o tratamento da Covid-19

Como ocorre desde o início da CPI da Covid-19, o senador governista Luis Carlos Heinze (PP-RS) usa seu tempo de falar para disseminar o tratamento comprovadamente ineficaz para o tratamento da Covid-19. Ele disse que há cidades que têm mortalidade baixa porque recorreram ao uso da ivermectina. “O FDA diz que é remédio para gado, mas tudo bem”, reagiu Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Se houve redução no número de mortes, é por um único motivo: as duas vacinas no braço do brasileiro”, disse Omar Aziz (PSD-AM).

13:47 – Omar Aziz pede que Advocacia do Senado entre na Justiça com pedido de condução coercitiva de lobista 

O presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), pediu que a Advocacia do Senado entre na Justiça com pedido de condução coercitiva do lobista Marconny Albernaz Faria, que foi convocado para depor nesta quinta-feira, 2. Segundo Aziz, a Polícia Legislativa da Casa tentou localizá-lo, mas recebeu a informação de que “ele não está para ninguém”. “Se alguém souber onde está o senhor Marconny, nos avise”, ironizou o presidente do colegiado. Caso o pedido não seja deferido até esta quinta, será ouvida a CEO da VTCLog, Andréia Lima.

13:39 – Advogado diz que senadores devem perguntar apenas sobre fatos relacionados à pandemia e é repreendido 

O advogado Alan Ornelas, que acompanha Ivanildo Gonçalves, disse que os senadores deveriam se limitar a fazer perguntas relacionadas a fatos que envolvem a VTCLog e ocorreram durante a pandemia de Covid-19, o fato determinante que baseou a instalação da comissão. “O senhor é advogado da empresa ou do Ivanildo? Era bom o senhor se ater a defender o senhor Ivanildo”, rebateu Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Temos o direito de perguntar o que quisermos. Dizer o que vamos perguntar, aí não”, prosseguiu Simone Tebet (MDB-MS). A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) pediu para que um defensor público seja destacado para defender Ivanildo, “para que não fique à mercê de advogados pagos pela empresa”.

13:33 – Ivanildo sobre saques: ‘No começo, fiquei apreensivo, tive medo’

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) perguntou se Ivanildo não estranhava o valor vultoso dos saques que ele realizava. “Quando [a empresa] passava para mim o serviço, eu fazia. No começo, fiquei apreensivo, tive medo. Cheguei a pensar… A agência do aeroporto talvez fosse mais tranquila, mas isso aí era um critério deles”, disse. Ele também relatou nunca ter feito saques tão altos assim antes. “Desculpa a expressão, mas você era presa fácil para qualquer bandido lhe assaltar”, disse o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM).

13:27 – Ivanildo diz que não teve dificuldades para fazer saques milionários 

O motoboy Ivanildo foi questionado se em alguma vez a agência da Caixa Econômica Federal no aeroporto de Brasília impôs alguma dificuldade ou alguma “trava” para que ele fizesse os saques milionários – na véspera do Natal, em 2018, ele chegou a sacar R$ 430 mil de uma só vez. “A Caixa impôs alguma dificuldade?”, questionou Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI. “Em nenhum momento ela [a agência] me falou nada, já estava, tipo assim, havia uma previsão”, respondeu Ivanildo.

13:22 – CPI exibe imagens dos valores sacados por Ivanildo 

Os senadores exibiram, há pouco, valores dos saques feitos pelo motoboy Ivanildo Gonçalves a mando da VTCLog. Na véspera do Natal em 2018, o funcionário sacou R$ 430 mil reais. Os parlamentares também apontaram uma curiosidade: durante o ano de 2020, não há registro de saques feitos pelo funcionário. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) estabeleceu uma relação temporal entre as operações feitas por Ivanildo e a assinatura do contrato da VTCLog com a Ministério da Saúde para realizar um serviço que era desempenhado antes pela própria pasta.

Reprodução de imagem

Reprodução/TV Senado/YouTube

13:13 – Ivanildo confirma que estava em imagens obtidas no circuito interno das agências bancárias

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) exibiu imagens, em posse da CPI da Covid-19, que mostram Ivanildo Gonçalves em uma agência do Bradesco, no setor industrial de Brasília, em pelo menos três ocasiões. O motoboy da VTCLog confirmou que era ele nas imagens. Os membros da comissão dizem ter informações que comprovam que ele realizou pagamentos em nome de Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde.

12:56 – Ivanildo volta a dizer que não sabia quem era beneficiado por seus pagamentos e senador reage: ‘Pode ter pago cartão de crédito de político’ 

O motoboy Ivanildo voltou a dizer que não sabia quem era beneficiado pelos pagamentos que ele fazia. Segundo relatou à CPI da Covid-19, ele recebia as faturas e os boletos e apenas realizava as operações. Os senadores, então, reagiram. “Ele pode ter pago cartão de crédito de político, funcionário do Ministério da Saúde, aluguel de casa de parente de político. Ele não tem culpa, não. Não tem culpa de nada. Isso aí não está resolvido com o depoimento dele, não. Temos que refazer esse percurso que ele fazia quando ia aos bancos, saber quem foi beneficiado por esses pagamentos. Temos que saber qual era o papel dessa dona Zenaide [a funcionária do funcionário que dava ordens a Ivanildo]”, disse Humberto Costa (PT-PE). “O depoimento não acrescenta muito, mas não retira nenhuma das hipóteses. Pelo contrário, consubstanciou várias”, afirmou Renan Calheiros (MDB-AL). “O que era sacado tinha destino de pagamento de propina, certamente agentes que favoreciam e facilitava a vida dessa empresa no Ministério da Saúde”, acrescentou Otto Alencar (PSD-BA).

12:40 – ‘Não conheço Roberto Dias’, diz Ivanildo 

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) afirmou que a CPI da Covid-19 tem informações que comprovam que Ivanildo Gonçalves fez pagamentos em nome de Roberto Ferreira Dias. Ele disse desconhecer esses fatos. “Eu não via o nome de ninguém [nos boletos e faturas pagas]”, disse. O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), disse que os gerentes das agências da Caixa Econômica Federal e do Bradesco nas quais o motoboy realizou as operações financeiras terão de depor ao colegiado. “O senhor sabe que esses saques feitos pela empresa, quando o gerente é comunicado, ele tem a obrigação de comunicar o Coaf. Se não comunicou, ele tá mancomunado com alguém, não é com o senhor, não. O gerente da Caixa e do outro banco terão que vir aqui e dizer se comunicaram o Coaf. O que nos causa estranheza é que [o senhor lembra que] pagava cartão de crédito para uns e não se lembra do que pagou para outros. Quando o senhor saca o dinheiro, o intuito da Voetur [antigo nome da VTLog] é que não apareça, no final, para quem foi transferido o dinheiro, para dificultar a investigação”, afirmou Aziz.

12:24 – ‘Decidir vir para colocar um ponto final nessa situação’, diz Ivanildo 

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) questionou Ivanildo Gonçalves porque ele faltou nesta terça-feira mas resolveu depor nesta quarta-feira, 1º. “Decidi vir para colocar um ponto final nessa situação. Os repórteres começaram a ir na minha casa, pedindo para que eu desse uma palavra para eles, ficavam o tempo todo na minha cola”, disse. “Esses valores que estão sendo divulgados para o mundo todo [os saques de R$ 4,7 milhões em dois anos] me trazem um desconforto de pensamentos”, prosseguiu. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) informou que ele recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para não depor e perguntou o por quê. “É porque estou aqui diante de vocês, nunca apareci numa situação dessas. E aí eu pensei ‘é melhor eu nem ir lá’. Eu não liguei para nenhum advogado [pedindo para que me representasse]. Não liguei para ninguém. A empresa me apresentou um advogado e me disseram ‘fique a vontade, faça o que você sentir'”, relatou.

12:22 – Depoimento é retomado 

Fala, agora, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA).

12:16 – Sessão é interrompida para breve intervalo

O depoimento de Ivanildo Gonçalves é suspenso por cinco minutos.

12:13 – VTCLog paga aluguel da moto de Ivanildo 

O motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva afirma que a motocicleta que ele utiliza para trabalhar é dele e que recebe R$ 539 da VTCLog como forma de aluguel do veículo. No total, a empresa de logística repassa aproximadamente R$ 2,2 mil para um funcionário que já chegou a sacar mais de R$ 400 mil de uma única vez.

11:59 – ‘Entreguei pen drive no 4º andar do Ministério da Saúde’, diz Ivanildo

Ivanildo Gonçalves disse há pouco que já foi ao Ministério da Saúde entregar um pen drive no quarto andar do prédio da pasta. Segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o Departamento de Logística (DLog) fica localizado neste andar. O DLog era comandado por Roberto Ferreira Dias, diretor do setor, até junho deste ano. Ele foi exonerado depois de ter sido acusado de pedir propina para a compra de vacinas. Quando depôs à CPI, Dias saiu preso.

11:54 – ‘Já tem um período que diminuiu bastante’ o volume de pagamentos e saques, diz Ivanildo 

O motoboy Ivanildo Gonçalves disse que “já tem um período que diminuiu bastante” o volume de pagamentos e saques que ele realizou a mando da VTCLog. Ele já relatou aos senadores que sacava R$ 100 mil, R$ 200 mil de uma única vez. A maior operação foi no valor de R$ 430 mil. O presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), reagiu e disse que o esquema cessou após a instalação da comissão do Senado.

11:51 – Otto Alencar: ‘VTCLog é empresa que fazia fraude em licitações e tinha facilidade no Ministério da Saúde’

O senador Otto Alencar (PSD-BA) perguntou a Ivanildo Gonçalves se ele recebe seu salário em espécie ou se a empresa realizava transferências bancárias. O depoente afirma que a VTCLog deposita o valor em uma conta-salário. Diante da resposta, o titular da comissão afirmou que isto confirma que as quantias sacadas pelo motoboy a mando da empresa eram utilizadas para fins “não republicanos”. “Os recursos retirados em espécie seriam para fins que não são justos, corretos e republicanos. É pagamento de propina para agentes que facilitaram a VTCLog ter os contratos com o Ministério da Saúde. É uma empresa que, com as características que tem, golpeava, fazia fraude em licitações e tinha facilidade no ministério.

11:47 – Ivanildo relata que já pagou fatura de cartão de crédito de familiares de donos da VTCLog 

“Tinha um boleto que era em nome de ‘não sei o que combustível’. Era boleto de combustível. Ao mesmo tempo, tinha fatura de cartão do pessoal da família”, relatou o motobou Ivanildo. Ele está sendo questionado sobre a dinâmica dos saques e dos pagamentos que fez a mando da VTCLog.

11:36 – Ivanildo diz que já sacou 430 mil reais na boca do caixa para a VTCLog 

O motoboy Ivanildo Gonçalves admitiu que já sacou R$ 430 mil reais na boca do caixa eletrônico para a VTCLog. O funcionário recebe R$ 1,7 mil por mês. Ele afirma que cumpria ordens “do financeiro da empresa”. De acordo com o depoente, a maioria das operações eram feitas na agência da Caixa Econômica Federal no aeroporto de Brasília.

11:31 – ‘Não toque mais no microfone, deixe ele responder’, diz Aziz a advogado

O senador Omar Aziz (PSD-AM) subiu o tom contra o advogado Alan Ornelas, que acompanha o motoboy Ivanildo Gonçalves. A defesa do depoente interferiu em outra resposta e foi repreendida pelo presidente da CPI da Covid-19. “Aí onde você está, filhinho, nós já voltamos há muito tempo. O senhor não toca mais no microfone, deixe ele responder. Não quero ser indelicado. Você não acha nada aqui, quem acha aqui sou eu. O senhor [Ivanildo] vai ser tratado com toda a dignidade. Nada é contra o senhor. Não temos nada contra o senhor. Agora, se vocês [VTCLog] dispuseram a trazer a testemunha para depor, é porque ele está preparado para depor. Ninguém é tolo aqui, doutor”, afirmou.

11:25 – Advogado ‘sopra’ resposta a depoente e irrita senadores 

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) perguntou a Ivanildo Gonçalves se ele poderia emprestar seu celular à comissão para que a equipe técnica da CPI da Covid-19 extraísse, com seu consentimento, informações do aparelho telefônico. Ele disse que sim, mas o advogado que o acompanha “soprou”, imediatamente, a palavra “não”. O funcionário da VTCLog retificou sua resposta, disse “não” e irritou os senadores. O vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que o colegiado não convocou o advogado Alan Ornelas para depor.

11:20 – Motoboy Ivanildo não presta compromisso, mas diz que compareceu para dizer a verdade 

O motoboy Ivanildo Gonçalves não prestou o compromisso de dizer a verdade, mas afirmou aos senadores que compareceu à CPI da Covid-19 para esclarecer os fatos. Ele também abriu mão dos 15 minutos de fala inicial, acrescentando que está presente apenas para responder às perguntas.

11:15 – Alessandro Vieira pede que CPI da Covid-19 marque depoimento de ministro da CGU

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) pediu que a CPI da Covid-19 marque o depoimento do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner do Rosário. Nesta quarta-feira, 1º, o corregedor-geral da União, Gilberto Waller Júnior, instaurou um PAR (processo administrativo de responsabilização) contra a Precisa Medicamentos por fraude e comportamento inidôneo. “O ministro Wagner do Rosário convocou uma coletiva para falar o oposto do que a equipe técnica da CGU apontava. É importante que o ministro traga informações com relação aos vários fatos que a CGU apura, mas que ele explique porque adotou uma conduta politizada na gestão. O Brasil enfrenta o desafio da normalização do absurdo. Não é normal um ministro de Estado fazer o que fez o ministro Onyx Lorenzoni, que empunhou um documento falso e fez um discurso amalucado contra a CPI e o Congresso. Não é normal o ministro da CGU, um cara de carreira, qualificado, se sujeite dessa forma a uma manifestação política”, afirmou Vieira.

11:09 – Renan inclui mais nove pessoas na lista de investigados pela CPI da Covid-19

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) anunciou a inclusão de mais nove pessoas na lista de investigados pela CPI da Covid-19. São eles: Cristiano Carvalho, que se apresentou como CEO da Davati Medical Supply no Brasil; Luiz Paulo Dominguetti, vendedor da Davati; Emanuela Medrades, diretora da Precisa Medicamentos; o coronel Helcio Bruno de Almeida, presidente do Instituto Força Brasil; o empresário Luciano Hang, da Havan; o coronel Marcelo Bento Pires, acusado de ter feito pressão em servidores para acelerar a importação da vacina Covaxin; o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni; o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e a servidora Regina Célia Oliveira, fiscal dos contratos da Precisa no Ministério da Sáude.

11:07 – Aziz critica manifestações bolsonaristas de 7 de setembro 

Omar Aziz criticou a convocação de atos para o dia 7 de setembro. “Ato pelo Brasil é conter a crise hídrica que o governo já sabia faz tempo. O verdadeiro ato por Deus é conter a inflação”, disse. “Ninguém mobiliza, aluga ônibus, de graça. Não nesse momento, com o preço do diesel. Manifestação popular democrática é válida e a gente respeita, mas qualquer intenção de querer invadir o Supremo e Congresso, isso tem que ser repudiado porque a democracia brasileira não merece isso”, acrescentou.

10:53 – Omar Aziz pede que Sírio Libanês informe quadro de saúde de Tolentino

O presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz, pediu que a Secretaria da comissão peça ao hospital Sírio Libanês que informe o quadro de saúde de Marcos Tolentino, advogado que seria ouvido nesta quarta-feira, 1º. De acordo com Aziz, Tolentino “conversava normalmente” com uma pessoa pouco antes de ser internado. “Ele vai fugir hoje, mas vai vir”, disse o presidente do colegiado. “Ele não pode fugir desta CPI”, acrescentou o relator, Renan Calheiros (MDB-AL). Para o emedebista, a comissão não poderá encerrar seus trabalhos antes de ouvi-lo.

10:48 – Sessão é aberta

Omar Aziz (PSD-AM), deu início aos trabalhos da comissão nesta quarta-feira, 1º