Com agravamento da pandemia, governo de SP reabre hospital de campanha de Heliópolis

Governador João Doria anunciou abertura de 756 novos leitos no estado em razão do aumento do número de casos e de internações por Covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 22/01/2021 14h26
Deyvid Edson/Estadão ConteúdoAnúncio foi feito em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, nesta sexta-feira, 22

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou, nesta sexta-feira, 22, a reabertura do hospital de campanha de Heliópolis. O anúncio foi feita em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes e ocorre em razão do agravamento da pandemia do novo coronavírus no estado. “Estamos abrindo 756 novos leitos em São Paulo e reativando o hospital de campanha de Heliópolis para enfrentar esta segunda onda da pandemia, especialmente na região metropolitana. Serão reabertos 450 novos leitos de enfermaria e 306 de UTI em hospitais do estado de São Paulo”, disse Doria. “Reabriremos também o hospital de campanha no AME de Heliópolis com 24 leitos de UTI, previsto para iniciar sua operação no dia 25 de fevereiro. Se for possível, abriremos antes”, acrescentou.

O governo de São Paulo também anunciou o cancelamento das cirurgias eletivas em todo o estado. O secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn explicou que os procedimentos serão permitidos para os pacientes que correm risco de vida. “Estamos cancelando as cirurgias eletivas nos hospitais públicos e conveniados. Aqueles pacientes que precisarem das cirurgias eletivas porque tiverem de alguma forma algum risco para a sua vida, serão sim operados. Mas para aquele indivíduo que possa postergar o procedimento, a equipe médica assim o fará”, ressaltou.

Na coletiva desta sexta-feira, Doria e os membros do Centro de Contingência do governo paulista endureceram as medidas de combate à Covid-19. Agora, todo o território entra na Fase 1 – Vermelha, com medidas mais rígidas de isolamento, todos os dias após às 20h até as 6h. Medida também vale para os finais de semana e feriados. O governador lembrou da situação em Manaus, no Amazonas, e falou que o aumento intenso da pandemia na região foi resultado da pressão para que as atividades econômicas fossem retomadas. “São Paulo não vai ceder. São Paulo vai proteger”, disse.