Como ficará a distribuição dos cargos da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados

Grupo de Lira desiste de ir ao STF para seguir com eleição; pela primeira vez desde 2015, PT ficará com cargo relevante na Mesa

  • Por André Siqueira
  • 01/02/2021 17h00 - Atualizado em 01/02/2021 17h19
Najara Araujo/Câmara dos DeputadosPlenário da Câmara dos Deputados

Candidato do PP à presidência da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) desistiu, ao menos por ora, de contestar a formalização do bloco partidário de seu adversário, Baleia Rossi (MDB-SP), para que a eleição para o comando da Casa aconteça na noite desta segunda-feira, 1º. A decisão ocorreu após Rodrigo Maia (DEM-RJ) validar o registro do grupo do emedebista, feito fora do prazo – o atual presidente da Câmara afirmou que o sistema interno travou na hora do protocolo. A decisão enfureceu Lira e seus aliados, que deixaram a reunião do colégio de líderes aos gritos.

Como a Jovem Pan mostrou, além do MDB, apoiam Baleia Rossi PT, PSB, PSDB, PDT, Solidariedade, PCdoB, Cidadania, PV e Rede. A presença do PSDB no bloco do emedebista era incerta até o início da tarde desta segunda-feira. Diante da preferência de parte da bancada por Lira, o partido cogitou optar por seguir o caminho do DEM e liberar os deputados. Na prática, os tucanos não integrariam nenhum dos blocos. Segundo relatos feitos à Jovem Pan, o desembarque só não ocorreu porque caciques da legenda, como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), entraram em cena. O Solidariedade era outro partido que cogitava deixar o bloco de Baleia Rossi. Apesar de um compromisso firmado pelo emedebista com o partido nacional da sigla, o deputado federal Paulinho da Força (SP), integrantes da bancada já manifestaram seu voto em Lira.

Após a decisão de Lira e seus aliados, ficou decidida a distribuição dos cargos na Mesa Diretora. A primeira vice-presidência ficará com o PL, enquanto a segunda vice-presidência será do PSD. O PT, maior bancada da Câmara dos Deputados, ficará com a 1ª Secretaria. PSDB, PSL e Rede ocuparão, respectivamente, a 2ª, 3ª e 4ª Secretarias. Esta é a primeira vez desde 2015 que os petistas ocuparão um cargo relevante na Mesa. As suplências dos secretários ficaram com Republicanos, PDT, PSC e DEM.