AO VIVO: Rodrigo Pacheco é o novo presidente do Senado

Rodrigo Pacheco (DEM-MG) vence Simone Tebet (MDB-MS) por 57 a 21 votos; cada candidato deveria obter, no mínimo, 41 votos para ser eleito

  • Por Jovem Pan
  • 01/02/2021 14h07 - Atualizado em 01/02/2021 19h44
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO - 01/02/2021 Votação para Presidência do Senado será secreta e ocorrerá de forma presencial no Congresso Nacional

O Senado Federal definiu na tarde desta segunda-feira, 1º, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) como novo presidente da Casa. O senador disputava a cadeira com Simone Tebet (MDB-MS). Major Olimpio (PSL-SP), Lasier Martins (Pode-RS) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO) abriram mão de suas candidaturas em nome de Tebet. Pacheco, escolhido por Davi Alcolumbre para sucedê-lo, contou com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e uniu, em seu arco de alianças, siglas do Centrão, como o Progressistas, e da oposição, como o PT. A votação foi manual por meio de cédulas. Depois de iniciar a corrida pela sucessão de Alcolumbre com quatro nomes, o MDB, dono de maior bancada do Senado, com 15 cadeiras, tinha dois postulantes à cadeira de presidente da Casa: o líder do partido Eduardo Braga (MDB-AM) e Simone Tebet. Os senadores Fernando Bezerra Coelho (PE) e Eduardo Gomes (TO), líderes do governo no Senado e no Congresso, respectivamente, deixaram a disputa após o presidente Bolsonaro sinalizar apoio à candidatura de Pacheco. Simone foi escolhida por unanimidade para representar o partido.

Após a escolha do nome da senadora, porém, o partido rachou entre apoiadores de Simone e apoiadores de Pacheco. Nas negociações entre MDB e DEM, houve um fator que explica porque Tebet foi preterida por alguns de seus correligionários: cargos na Mesa Diretora e controle de comissões importantes da Casa. Segundo relatos feitos à Jovem Pan por senadores do MDB, foi oferecido ao partido a vice-presidência do Senado, a 2ª Secretaria e a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), posto que hoje é ocupado por Simone Tebet. Rodrigo Pacheco contou com o apoio formal de dez partidos: PSD, PP, PT, PDT, PROS, PL, Republicanos, Rede e PSC, além do próprio DEM. Enquanto isso, Simone Tebet foi apoiada por Podemos e Cidadania. Confira abaixo a cobertura especial da Jovem Pan sobre a votação para presidente no Senado Federal.

19:40 – Jovem Pan encerra a cobertura da eleição para o Senado 

Agora, acompanhe ao vivo a sessão que definirá o próximo presidente da Câmara dos Deputados neste link. Clique AQUI.


19:10 – Pacheco discursa e promete submeter as reformas ao Parlamento

O novo presidente do Senado discursou após a proclamação do resultado da eleição. Ele se comprometeu a submeter as reformas e as “ações necessárias e imprescindíveis para o desenvolvimento do país” ao crivo dos senadores.


18:58 – Rodrigo Pacheco é o novo presidente do Senado

Rodrigo Pacheco (DEM-MG) vence Simone Tebet (MDB-MS) por 57 a 21 votos.


18:48 – Começa a apuração das células

Senador Nelsinho Trad está separando as células entre votos para Simone Tebet e votos para Rodrigo Pacheco para depois contabilizar.


18:40 – Urnas estão sendo abertas


18:38 – Todos os senadores presentes votaram

Todos os 78 senadores já votaram. Os votos, que foram realizados de forma manual por meio de células, serão contabilizados. Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) e Jaques Wagner (PT-BA) não compareceram por recomendações médicas. Chico Rodrigues está de licença e também não votou.


17:40 – Jarbas Vasconcelos também não comparece à votação

O senador Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) não compareceu a sessão por recomendação médica. “Acabei não embarcando, nesta manhã, para Brasília. Apresentei sintomas gripais e fui orientado a não viajar, o que impedirá minha participação na eleição”, explicou o senador.


17:25 – Kátia Abreu contesta se haverá punição para parlamentares que revelaram seus votos

Após o senador Romário (Podemos-RJ), Kátia Abreu perguntou a Alcolumbre qual seria a punição para o parlamentar que revelasse o seu voto, já que o voto é secreto de acordo com determinações do STF. Alcolumbre afirmou que não havia nenhuma punição para aqueles que comunicassem em que votaram. O senador Cid Gomes (PDT-CE) explicou à Kátia que o voto secreto era uma garantia para aqueles que não quiserem revelar a sua decisão. “O voto secreto é um instituto que assegura ao eleitor o sigilo de seu voto. Se a pessoa deseja manifestá-lo, fiquem à vontade”, disse Cid.


17:22 – Jaques Wagner não está presente na sessão e não votará

O senador Jaques Wagner (PT-BA) seria o segundo a votar, mas não compareceu à sessão por recomendações médicas. “Informo que, em decorrência de cirurgia que realizei no dia 22 de janeiro para corrigir um descolamento de retina, encontro-me em licença médica. Por este motivo, não participarei da sessão de hoje que escolherá a nova Mesa Diretora do Senado”, escreveu o senador em suas redes sociais,


17:20 – Senador Otto Alencar é o primeiro a votar

Os senadores são convocados a votar de acordo com a data de fundação do estado que eles representam. São três senadores por estado. Dentro do estado, o parlamentar mais idoso dará início à votação. Otto Alencar (PSD-BA), de 73 anos, é o primeiro a votar.


17:10 – Davi Alcolumbre inicia processo de votação

A votação é manual por meio de cédulas e está marcada para começar às 14h. Há 4 urnas para que os senadores depositem os votos: duas no Plenário, uma no Salão Azul e uma na Chapelaria. Além das urnas em plenário, senadores que estão em grupos de risco da Covid-19 poderão votar por drive-thru, por cabines instaladas na entrada do Congresso Nacional. Segundo Alcolumbre, 16 senadores farão uso do drive-thru. Alcolumbre começa a assinar as 80 células de papel. O senador Chico Rodrigues está de licença e não votará.


17:03 – Lasier Martins retira sua candidatura e declara apoio à Tebet

Assim como Major Olímpio e Jorge Kajuru, Lasier Martins retirou sua candidatura em apoio à Simone Tebet. “Para que tenhamos a primeira presidente mulher neste Senado”, disse. Martins afirmou que a bancada do Podemos também votará na candidata. Agora, apenas dois candidatos seguem na disputa: Simone Tebet e Rodrigo Pacheco.


16:40 – Simone Tebet afirma que será ‘presidida’ pela Casa

Em sua manifestação, Simone Tebet agradeceu o apoio de seus aliados e se disse grata aos que continuaram ao seu lado. “Enquanto a ciência busca a causa para esse mal, cabe a nós, à política, seu quinhão para combater as consequências”, disse sobre o papel do Senado no combate ao coronavírus. Segundo Tebet, ela será presidida pela Casa. “Não tenho cargos nem emendas extras a oferecer, não tenho apoios políticos oficiais de quem quer que seja a não ser apoios mais espontâneos e legítimos da sociedade”, declarou. Tebet defendeu a volta do auxílio emergencial e a importância da reforma tributária.


16:25 – Rodrigo Pacheco diz que não haverá influência externa em seu mandato

O candidato Rodrigo Pacheco fez um aceno à condução de Alcolumbre na casa e fez defesa da Lei. O senador fez defesa à vacina e que, a despeito do compromisso com o teto de gastos, é necessário reconhecer um estado de necessidade no Brasil. Ele afirmou que irá conversar com a equipe econômica para aliar “assistência social” e o teto de gastos públicos. Também disse que o apoio do presidente Jair Bolsonaro não irá influenciar em seu mandato. “Não haverá nenhum tipo de influência externa capaz de influenciar a vontade livre e autônoma dos senadores”, afirmou. “Asseguro com toda a força do meu ser o meu propósito de independência em relação aos demais Poderes”.


16:14 – Major Olímpio retira sua candidatura e declara voto em Simonte Tebet

O senador Major Olímpio defendeu a Lava Jato e a prisão em segunda instância. “Entre não ter chance efetiva de disputa de voto e poder alimentar a expectativa de um debate de um segundo turno mais contundente nessa casa, pelo bem da democracia, eu quero renunciar a minha pretensão para que, pela primeira vez na história do Senado, nós possamos ter uma mulher corajosa e firme para conduzir esse processo”, declarou. Segundo ele, não é só o voto dele, mas do PSL.


16:01 – Martins diz que Senado está perdendo a independência

Lasier denunciou a prática de “compra” de votos na eleição para a presidência do Senado e criticou a prática de “toma lá, dá cá”. “Nós estamos perdendo a independência, estamos ferindo o artigo 2º da Constituição”, disse. “O governo vai controlar a pauta do Senado Federal”, declarou o candidato. “Ela não só interfere no Executivo, mas provoca a desigualdade. Isto é: dar dinheiro a uma candidatura e não dar para as outras”, afirmou sobre Eduardo Pacheco. “O Brasil é um país corrupto e essa Casa tem responsabilidade e atribuições para impedir isso, mas o Senado é omisso.”


15:53 – Lasier Martins critica erro de Alcolumbre ao permitir fala de Kátia Abreu

O candidato Lasier Martins (Podemos-RS) iniciou seu pronunciamento criticando o desconhecimento de Alcolumbre sobre o regimento da Casa. De acordo com ele, a permissão da fala da senadora Kátia Abreu, que fez uma manifestação positiva ao presidente do Senado, foi “imparcial” e “completamente irregular”. “Acho incompreensível que só agora vossa excelência viesse a conhecer o regimento, depois de abrir uma exceção para uma senadora que veio em sua defesa”, disse.


15:50 – Alcolumbre retira as inscrições de fala

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, retira as seis inscrições de fala após o pronunciamento de Kátia Abreu. O senador explica que foi alertado pelo secretário Bandeira que a prática ia contra o regimento da sessão preparatória


15:37 – Senadora Kátia Abreu devolve a pasta que ‘roubou’ em 2019

A senadora Kátia Abreu (PP-TO) afirma que não votou no Davi Alcolumbre e que não se arrepende de ter pego a pasta de condução dos trabalhos da mesa diretora em 2019. Com a ação, a senadora conseguiu adiar a eleição por um dia. Segundo ela, a sessão estava desrespeitando o rito processual e que não foi uma ação contra Alcolumbre, mas uma iniciativa para mostrar a sua indignação. Em seguida, Kátia fez defesa ao voto secreto e à imparcialidade dos candidatos. Ao elogiar a condução de Alcolumbre, Kátia devolveu a pasta que retirou da mesa diretora durante a eleição passada.


15:30 – Jorge Kajuru retira sua candidatura

O senador Jorge Kajuru condenou a debandada do MDB da candidatura de Simone Tebet. Sem seguida, ele retirou sua candidatura e declarou seu apoio à Tebet. “Minha candidatura é da Simone”, afirmou.


15:20 – Jorge Kajuru inicia seu pronunciamento como candidato

Cada candidato à presidência do Senado terá até 15 minutos para fazer o seu pronunciado. O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) será o primeiro a falar. Kajuru começou um forte pronunciamento contra a gestão de Davi Alcolumbre. Segundo ele, o presidente não cumpriu nada do que prometeu. “O senhor entrou com a nossa confiança em mudança e, especialmente, que não trocaria a palavra independência por subserviência. E o que o senhor foi nesses dois anos foi um ‘office boy de luxo’ do presidente Bolsonaro”, declarou. Para Kajuru, Pacheco terá dois “patrões”: o presidente Bolsonaro e Davi Alcolumbre.


15:00 – Presidente do Senado dá início à sessão

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, iniciou a sessão fazendo um pronunciamento sobre os seus dois anos no comando da Casa. Alcolumbre agradeceu a Deus e, novamente, exaltou seu papel como pacificador do Senado. Também fez um balanço dos feitos da Casa sobre o seu comando. Afirmou que o ano de 2020 foi o mais produtivo em matérias legislativas desde a redemocratização do país.


14:56 – Ordem da votação será definida pela data de fundação dos Estados

Os senadores serão convocados a votar de acordo com a data de fundação do estado que eles representam. São três senadores por estado. O parlamentar mais idoso do estado dará início à votação.


14:40 – ‘Acho que conseguimos entregar um Senado mais pacificado’, diz Alcolumbre

Em sua fala, o presidente do Congresso afirmou que o Senado está mais unido do aquele que o elegeu há dois anos trás. “Acho que a gente consegue entregar um Senado mais pacificado, com o respeito e reconhecimento de todos, ou pelo menos de grande maioria dos senadores da república”, disse. “Tivemos a oportunidade de ser uma ponte em relação a outros Poderes, quando muitas vezes alguns autores fizeram de tudo para destruir as pontes. Eu sempre fiz de tudo para construir as pontes. Eu sei que tenho esse reconhecimento de ter sido, até hoje, um presidente da pacificação, da união, do entendimento”, declarou Alcolumbre, que relembrou a sessão “tumultuada” que o elegeu.


14:36 – Alcolumbre defende a união das regiões brasileiras

O senador, que foi eleito pelo estado do Amapá, fez um aceno à necessidade de união entre as regiões brasileiras e ressalta que a desigualdade ainda atinge o norte e o nordeste.”Quero fazer esse registro da diferença regional em nome do povo do Amapá, meu Estado, um dos menores Estados do Brasil, e a esse povo agradecer essa oportunidade única de estar aqui”, defendeu. “Enquanto a gente não tiver a consciência de que a gente não pode separar um brasileiro do Sul e do Sudeste, um brasileiro do Norte e do Nordeste, a gente não vai ter um País digno. E eu acho que consegui, ao longo desse período, com a visibilidade do cargo, mostrar ao Brasil esses diferenças, partindo do princípio que sou amapaense”, afirmou.


14:30 –  Davi Alcolumbre faz pronunciamento à imprensa antes do início da eleição

O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em coletiva antes do início da sessão, agradeceu à imprensa pela dedicação ao Senado e ao Congresso Nacional. O senador se disse honrado pela passagem e afirmou que reconhece e acredita no papel da mídia. “Reconheço a importância fundamental do papel da imprensa brasileira. Reconheço, respeito e tenho apreço pela profissão de cada um de vocês, pela determinação, pela coragem e pela oportunidade de levar para os quatro cantos do Brasil e do mundo as notícias do Parlamento”, afirmou o presidente. “Quero dizer que foi e continuará sendo um privilégio conviver nesta Casa como senador da república”.


14:27 – Sessão ainda não foi iniciada

Sessão destinada à escolha do presidente do Senado Federal, marcada para às 14h, ainda não foi iniciada.