Covas seria reeleito com 48% dos votos, contra 32% de Boulos, diz pesquisa XP/Ipespe

Candidato do PSDB recebe a maioria dos eleitores de Márcio França, Arthur do Val e Celso Russomano; psolista recebe apoio majoritário apenas dos votantes de Jilmar Tatto

  • Por Jovem Pan
  • 18/11/2020 17h44
Montagem/Estadão ConteúdoNeste domingo, 15, data do primeiro turno, Covas recebeu 32,9% dos votos válidos e Boulos chegou a 20,2%

Se a eleição para a Prefeitura de São Paulo fosse hoje, Bruno Covas (PSDB) seria reeleito com 48% dos votos totais, contra 32% de Guilherme Boulos (PSOL), segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 18, pela XP/Ipespe. De acordo com o levantamento, 79% declaram que a decisão sobre o voto é definitiva, 15% dizem que votarão em branco, nulo ou nenhum, e 5% não responderam. Neste domingo, 15, data do primeiro turno, Covas recebeu 32,9% dos votos válidos e Boulos chegou a 20,2% – Márcio França (PSB) obteve 13,6% dos votos.

A pesquisa mostra, ainda, que a rejeição ao candidato do PSOL é maior que a do tucano: são 42% os que dizem que não votariam em Boulos de jeito nenhum, contra 35% que não dariam seu voto a Covas em nenhuma hipótese. Covas é o principal herdeiro dos votos de França — recebe 47% dos eleitores do primeiro turno, contra 31% recebidos por Boulos, de Celso Russomanno — 45% a 6%, e de Arthur do Val (Mamãe Falei) — 68% a 5%. Já Boulos recebe apoio majoritário apenas dos eleitores de Jilmar Tatto — 72% a 20% de Covas. Entre os que admitiram não ter ido votar no primeiro turno, 43% declaram voto em Covas no segundo, e 18% em Boulos. A pesquisa ouviu 800 eleitores paulistanos nos dias 16 e 17 de novembro. A margem de erro máxima é de 3,5 pontos percentuais. O registro no TSE SP é 06628/2020.

O levantamento mostra, ainda, pela primeira vez, estabilidade na avaliação positiva da prefeitura de São Paulo, interrompendo tendência de alta observada desde o início da campanha. Hoje, são 37% os que consideram a administração ótima ou boa, contra 38% na semana passada. Os que a veem como ruim ou péssima também oscilaram um ponto para baixo, de 22% para 21%. Além disso, 89% das pessoas responderam que foi votar, 4% não foram por causa da Covid-19, e 7% por outros motivos. 59% dos eleitores afirmaram que o voto do primeiro turno foi uma decisão definida no início da campanha, 25% que mudou ao longo da corrida eleitoral, e 14% decidiram o voto na véspera ou no dia da eleição.