CPI da Covid-19 pede reforço de três policiais federais com ‘máxima urgência’

Em ofício, presidente da comissão solicita designação de um agente, um perito e um delegado em razão ‘do expressivo volume de informações’ recebidos pelo colegiado

  • Por André Siqueira
  • 19/07/2021 11h14 - Atualizado em 19/07/2021 19h39
Dida Sampaio/Estadão Conteúdo - 29/04/2021O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM)

Em ofício enviado à Polícia Federal (PF), o presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), pede, “com máxima urgência”, o reforço de “três servidores da carreira policial, com acesso aos sistemas e experiência em análises de sigilos, para auxiliar o colegiado na condução das investigações, sendo um agente, um perito e um delegado”. A comissão conta com o auxílio de um delegado e de um agente da PF, além de auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Receita Federal. No documento, porém, o parlamentar alega que o quantitativo cedido pela corporação tem sido “insuficiente”, em razão “do expressivo volume de informações” recebidos pelo colegiado. “Explica-se que esta comissão tem agregado diversos elementos informativos que requerem a análise por uma equipe especializada. Embora a equipe gentilmente disponibilizada por esta Polícia Federal tenha prestado relevantes serviços ao colegiado, tem-se que, em razão do expressivo volume de informações, o seu quantitativo tem sido insuficiente. Diante disso, adicionalmente aos policiais já disponibilizados para auxílio a este Colegiado, requisita-se a designação de outros três Policiais, nos termos do presente ofício”, escreve Aziz.

Desde o seu início, no dia 27 de abril, a CPI recebeu mais de um terabyte de dados – esta é a maior quantidade que uma investigação do Senado já teve. Isto equivale a mais de 250 mil fotos, cerca de 500 horas de vídeo ou 6,5 milhões de páginas de documentos. Nos três primeiros meses de trabalhos, os senadores produziram mais de 1.100 requerimentos de informações e convocações, além de mais de 1.800 ofícios. A título de comparação, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, formada por deputados federais e senadores, acumulou aproximadamente 5 gigabytes de dados.