CPI da Covid-19 se posiciona sobre meio milhão de mortos: ‘Vidas que poderiam ter sido poupadas’

Além dos integrantes da comissão, outras autoridades se manifestaram; Doria disse que vítimas ‘morreram por descaso’, enquanto Queiroga ponderou que ‘trabalha incansavelmente’ para vacinar os brasileiros

  • Por Jovem Pan
  • 19/06/2021 20h29 - Atualizado em 19/06/2021 20h37
EFE/Antonio LacerdaNo total, são 500.800 óbitos causados pelo novo coronavírus desde a chegada da pandemia no país

O Brasil superou a marca de meio milhão de mortos em decorrência da Covid-19 neste sábado, 19. Segundo o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), no total, são 500.800 óbitos causados pelo novo coronavírus desde a chegada da pandemia no país, em março de 2020. Diante do número, integrantes da CPI da Covid-19 divulgaram uma nota na qual “transmitem os mais profundos sentimentos” ao país. “Nessa data dolorosamente trágica, transmitimos os mais profundos sentimentos ao país. Temos consciência que nenhuma palavra é suficiente para consolar e superar a dor das perdas de nossas famílias. São 500 mil sonhos interrompidos, 500 mil vidas ceifadas precocemente, 500 mil planos, desejos e projetos. Meio milhão de vidas que poderiam ter sido poupadas com bom-senso, escolhas acertadas e respeito à ciência”, registra o documento.

Assinam a nota o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD), o vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede), e o relator Renan Calheiros (MDB). Além dos nomes que integram a alta cúpula da comissão, o documento também têm a assinatura dos senadores Tasso Jereissati (PSDB), Otto Alencar (PSD), Eduardo Braga (MDB), Humberto Costa (PT), Alessandro Vieira (Cidadania), Rogério Carvalho (PT) e Eliziane Gama (Cidadania). “Asseguramos que os responsáveis pagarão por seus erros, omissões, desprezos e deboches. Não chegamos a esse quadro devastador, desumano, por acaso. Há culpados e eles, no que depender da CPI, serão punidos exemplarmente. Os crimes contra a humanidade, os morticínios e os genocídios não se apagam, nem prescrevem. Eles se eternizam e, antes da justiça Divina, se encontrarão com a justiça dos homens”, conclui a nota.

Outras autoridades também se manifestaram sobre os mortos pela Covid-19. O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que esteve à frente do Ministério da Saúde quando os primeiros diagnósticos foram registrados no país, usou as redes sociais para se posicionar. “É dor demais. A ausência de liderança não apenas provocou uma tragédia muito maior do que deveria ser, como já prepara a ressaca futura”, publicou. Assim que Mandetta deixou o governo, seu cargo foi ocupado por Nelson Teich. O segundo ex-titular da pasta analisou que o número de óbitos “retrata o quanto precisamos melhorar a eficiência do combate à Covid-19 e do sistema de saúde como um todo”. Ocupante do cargo atualmente, o ministro Marcelo Queiroga ponderou que está “trabalhando incansavelmente para vacinar todos os brasileiros no menor tempo possível”.

À frente do combate contra a Covid-19 em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) registrou que a quantidade de vítimas fatais constitui “a mais triste marca da história do país”. “Um sentimento de vazio e indignação invade meu coração. É inadmissível perdermos pessoas para um vírus sabendo que já havia uma vacina. Morreram por descaso”, completou o tucano em nota. Já o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), ponderou que a marca não trata-se de números, mas “histórias de vida que se perderam”. O governador do Maranhão, Flávio Dino,  decretou luto oficial de três dias no estado devido ao meio milhão de óbitos. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não se manifestou sobre as mortes.

Confira a repercussão: