Delegado da PF não será obrigado a responder perguntas da CPMI do INSS

Advogada do Senado autorizou Bruno Bergamaschi a avaliar questionamentos para não comprometer investigações em andamento

  • Por Uanabia Mariano
  • 28/08/2025 19h30
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CRIS FAGA/DRAGONFLY Fachada do prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) A decisão foi respaldada pela advogada-geral do Senado, Gabrielle Tatith Pereira

O delegado da Polícia Federal, Bruno Bergamaschi, não será obrigado a responder todas as perguntas feitas por deputados e senadores durante audiência na CPMI do INSS nesta quinta-feira (28). A decisão foi respaldada pela advogada-geral do Senado, Gabrielle Tatith Pereira, que enviou um ofício à comissão autorizando o delegado a avaliar cada questionamento para evitar risco às investigações em curso.

Bergamaschi integra o núcleo central da Operação Sem Desconto, que apura fraudes contra aposentados e pensionistas. O depoimento ocorre em caráter reservado, em sessão chamada de “secreta”, com acesso restrito a parlamentares e poucos assessores, sem a presença da imprensa.

Segundo o parecer da advogada, informações sigilosas relacionadas a diligências devem ser solicitadas diretamente ao Judiciário, responsável por avaliar a possibilidade de compartilhamento.

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Mesmo com a recomendação, parlamentares da comissão demonstraram interesse em obter detalhes sobre a linha investigativa da Polícia Federal e sobre depoimentos já colhidos. Aliados do governo, por outro lado, reforçam que o delegado deve agir com cautela, preservando as apurações em andamento.

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