Democracia Cristã abre processo para expulsar Aldo Rebelo do partido
A direção nacional do Democracia Cristã (DC) abriu um processo para expulsar Aldo Rebelo do partido. Em nota publicada na quarta-feira (20), a sigla disse que os motivos para a decisão foram os “ataques proferidos” contra a própria direção e o presidente do partido, João Caldas da Silva.
O texto se refere às críticas e ataques públicos de Rebelo após o anúncio pelo partido de que o pré-candidato da sigla à República seria o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. A nota ainda disse que se esgotaram as alternativas para uma resolução harmoniosa.
O partido afirma que os fatos apurados são “gravíssimos” e que a abertura de procedimento disciplinar “resultará em sua expulsão sumária, com a devida comunicação de sua desfiliação à Justiça Eleitoral.”
A nota ainda termina afirmando que o partido está aberto a todos, mas que não há espaço “para ameaças, calúnias, difamação, má-fé e arrogância.” O ex-deputado federal se manifestou por meio das redes sociais, dizendo que sua candidatura estava mantida no dia do anúncio do novo nome.
“Fui escolhido para levar adiante um projeto de união e desenvolvimento do Brasil, ancorado na minha biografia sem mácula e na minha experiência na administração pública e no Congresso Nacional”, declarou o ex-deputado.
Aldo Rebelo ainda disse que o lançamento de Joaquim Barbosa, “anunciado em um balão de ensaio“, é “uma afronta” às “relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas”. “Candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos”, afirmou.
Ainda afirmou na quarta-feira ao jornal Estadão que a campanha de Joaquim é clandestina. “É uma campanha clandestina, sem que o pretenso candidato tenha se manifestado. Minha impressão é que ele não será candidato. Eu já vi esse filme antes no PSB, um partido com muito mais estrutura. E ele se filiou e depois desistiu”.
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