Desembargador do TRF-1 é nome favorito de Bolsonaro para o STF
O presidente Jair Bolsonaro tem um novo nome forte para a vaga do ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF): o desembargador Kássio Nunes Marques, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A informação foi confirmada à Jovem Pan por um integrante do governo. Nunes não figurava, até o momento, na lista dos mais cotados para o posto, como os ministros Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência) e André Mendonça (Justiça), e o Procurador-Geral da República, Augusto Aras. O escolhido para suceder Celso de Mello, que antecipou sua aposentadoria para o dia 13 de outubro, será submetido a uma sabatina no Senado. O nome do desembargador federal foi recebido com surpresa pelos senadores e, segundo relatos, “sem nenhuma grande rejeição até agora”.
Natural de Teresina, o desembargador Kássio Nunes Marques ingressou no TRF1 em 2011, pelo quinto constitucional, na vaga da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – à época, ele foi indicado pela então presidente Dilma Rousseff (PT). Mesmo antes de um anúncio oficial, o nome de Marques conquistou a chancela de um importante cacique do chamado Centrão, o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em seu perfil no Twitter, o parlamentar afirmou que “todos nós do Piauí estamos na torcida para que se concretize a indicação do dr. Kássio Nunes como novo ministro do Supremo Tribunal Federal, que seria o primeiro piauiense em mais de 50 anos no STF”. Em outro tuíte, o senador acrescenta que “sem dúvida, a escolha do presidente Jair Bolsonaro seria um gesto de reconhecimento da capacidade do povo do Piauí e de todo o Nordeste”.
Todos nós do Piauí estamos na torcida para que se concretize a indicação do dr. Kassio Nunes como novo ministro do Supremo Tribunal Federal, que seria o primeiro piauiense em mais de 50 anos no STF.
— Ciro Nogueira (@ciro_nogueira) September 30, 2020
Bolsonaro terá a oportunidade de indicar ao menos dois nomes para o STF: para as vagas de Celso de Mello e de Marco Aurélio Mello, que completará 75 anos em junho de 2021. Caso seja reeleito, o atual presidente da República terá a possibilidade de indicar mais dois nomes, já que os ministros Ricardo Lewandowski e Rosa Weber deixam a Corte em 2023.
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