Em meio à Ômicron, Queiroga afirma que região Norte tem mais desafios do que outras partes do Brasil para lidar com a Covid-19

Durante evento em Manaus, no Amazonas, ministro da Saúde citou dificuldades geográficas e a falta de capacidade de resposta como principais problemas para o combate à doença na região

  • Por Jovem Pan
  • 22/01/2022 15h20
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO - 01/06/2021 O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, segura caneta Queiroga também defendeu que a população complete o esquema vacinal

Durante sua participação em um evento na cidade de Manaus, no Amazonas, neste sábado, 22, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a região Norte apresenta mais desafios do que outras regiões no combate contra a Covid-19. Em sua fala, o ministro exaltou as belezas da região, mas ressaltou que as dificuldades de acesso e o sistema de saúde com menor capacidade de resposta dificultam a situação no local. “A região norte merece a nossa atenção especial. Além de ser essa região maravilhosa, de uma gente maravilhosa, mas é uma região continente que tem muitos desafios, áreas remotas, lugares que o acesso não é tão simples, só pode ser por avião ou barco. Por outro lado, aqui o nosso sistema de saúde, apesar de ter sido reforçado, não tem a mesma capacidade de resposta de estados do sudeste, de estados mais desenvolvidos do Brasil. Preciso pedir a colaboração de todos para que vocês levem aqueles que conhecem que não tomaram a segunda dose para tomar. E aqueles que não tomaram a dose de reforço, procurem tomar”, afirmou Queiroga, defendendo a conclusão do esquema vacinal.

Em outro momento, Queiroga disse que o governo não quer obrigar ninguém a tomar a vacina, mas sim convencer a população de que esse é o melhor jeito de se combater o coronavírus. “Não queremos obrigar as pessoas a tomar vacina, queremos convencer as pessoas a tomar a vacina. Não precisamos de tanto tensionamento, de discutir tantas questiúnculas pequenas e laterais, quando na verdade precisamos nos unir em torno de um objetivo em comum, que é acabar a pandemia”, disse o ministro. Além disso, Queiroga afirmou que os imunizantes previnem formas mais agressivas da doença, o que evitará um novo crescimento do número de mortos pela Covid-19.