Ernesto Araújo lamenta invasão ao Capitólio, mas alerta: ‘Há que investigar se houve infiltrados’

Chanceler brasileiro se posicionou pelas redes sociais, questionou possibilidade de infiltrados e incentivou que investigações sobre crime fossem feitas

  • Por Jovem Pan
  • 07/01/2021 15h30
Marcos Corrêa/PRErnesto Araújo se posicionou por meio das redes sociais

O chanceler brasileiro Ernesto Araújo usou as redes sociais nesta quinta-feira, 7, para se posicionar sobre a invasão ao Capitólio dos Estados Unidos e defender parte dos apoiadores do republicano Donald Trump que questionam o processo eleitoral que elegeu o democrata Joe Biden com maioria dos votos ainda no fim de 2020. “Há que reconhecer que grande parte do povo americano se sente agredida e traída por sua classe política e desconfia do processo eleitoral”, afirmou, garantindo que duvidar da idoneidade de um processo eleitoral não significa a rejeição a uma democracia. “Uma democracia saudável requer, como condição essencial, a confiança da população na idoneidade do processo eleitoral”, afirmou. O ministro das Relações Exteriores também defendeu algumas das pessoas presentes no local afirmando que elas não deveriam ser classificadas como “fascistas”.

“Há que parar de chamar ‘fascistas’ a cidadãos de bem quando se manifestam contra elementos do sistema político ou integrantes das instituições. Deslegitimar o povo na rua e nas redes só serve para manter estruturas de poder não democráticas e seus circuitos de interesse”, pontuou. Ele também questionou a ideologia e os interesses das pessoas presentes na invasão que deixou quatro mortos. “Há que investigar se houve participação de elementos infiltrados na invasão”, apontou. Araújo também cobrou investigações sobre as mortes e disse que nenhuma sociedade deve colocar instituições acima do “escrutínio popular”.

Ernesto Araújo é uma pessoa importante nas relações entre Estados Unidos e Brasil. Na última semana, ele foi homenageado pelo secretário executivo de Donald Trump, Mike Pompeo, com uma série de fotos nas redes sociais. Na ocasião, Pompeo, que deve sair do cargo que ocupa junto ao presidente republicano no dia 20 de janeiro, considerou o ministro brasileiro como um “amante da liberdade”. A polícia de Washington D.C. prendeu, até o momento, 68 pessoas pelo ocorrido no Capitólio e busca em parceria com o FBI outras pessoas pelos crimes de depredação de patrimônio e invasão.