Trump foi banido do Facebook por tempo indeterminado, diz Zuckerberg

Em comunicado, o fundador da rede social mais acessada do mundo justificou que o presidente usou a plataforma para ‘incitar uma insurreição violenta contra um governo eleito’

  • Por Bárbara Ligero
  • 07/01/2021 13h59
EFE/EPA/US PRESIDENT DONALD J TRUMP TWITTERO presidente Donald Trump está sendo acusado de incitar a invasão ao Capitólio, situação caótica que causou quatro mortes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve as suas contas no Facebook e no Instagram bloqueadas após a invasão do Capitólio na tarde de quarta-feira, 6. O diretor-executivo das redes sociais, Mark Zuckerberg, esclareceu que essa medida vale por tempo “indefinido” e pelo menos até o fim do mandato do presidente no próximo dia 20, quando Joe Biden assumirá o cargo. Em um comunicado publicado nesta quinta-feira, 7, ele justificou a decisão afirmando que as plataformas estão sendo utilizadas para “incitar uma insurreição violenta contra um governo eleito democraticamente”.  “Os eventos chocantes das últimas 24 horas demonstram claramente que o presidente Donald Trump pretende usar seu tempo restante no cargo para minar a transição pacífica e legal de poder para seu sucessor eleito, Joe Biden”, afirmou. Zuckerberg também acusou Trump de ter usado suas redes sociais para publicar declarações mais tolerantes do que condenatórias às ações dos seus apoiadores em Washington D.C., que causaram a morte de quatro pessoas. “Acreditamos que os riscos de permitir que o presidente continue a usar nossos serviços durante este período são simplesmente grandes demais”, concluiu o fundador do Facebook.

Zuckerberg reiterou que, nos últimos anos, o Facebook e o Instagram permitiram a continuidade das contas de Trump por acreditarem que o público “tem o direito ao mais amplo acesso possível ao discurso político, mesmo ao discurso polêmico”. Ainda assim, as redes sociais sempre impuseram suas regras ao presidente dos Estados Unidos, que várias vezes teve conteúdos removidos ou rotulados, quando estes violavam as políticas das empresas. Isso foi feito inclusive com o vídeo, postado na própria quarta-feira, 6, em que Trump volta a falar em fraude eleitoral, apesar de pedir que seus apoiadores deixassem o Capitólio pacificamente.