França tenta resolver impasse na chapa de Haddad e sugere Tebet ou Marina como vice
Pré-candidato ao Senado, o ex-ministro Márcio França sugeriu nesta quarta-feira, 7, que Simone Tebet (PSB) ou Marina Silva (Rede) sejam indicadas a vice na chapa de Fernando Haddad (PT) para o governo de São Paulo. O desenho, na visão de França, resolveria o imbróglio envolvendo a formação da chapa petista.
França, Tebet e Marina disputam duas vagas para o Senado por São Paulo, enquanto Haddad ainda não definiu quem será seu companheiro de chapa – ele sondou a pecuarista Teresa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SBR), mas ela não quer estar nas urnas.
Em entrevista à RedeTV, Márcio França que quando comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pretende concorrer a senador, ouviu do presidente de que ele gostaria que Tebet também estivesse na chapa ao Senado por São Paulo.
“Daí surgiu a Marina. Como tem quatro pessoas e tem quatro vagas, isso tem que ser composto entre essas posições. A minha sugestão é que fique um governador com uma vice-governadora e um senador com uma senadora. Isso equilibraria a chapa”, declarou ele.
Questionado se isso significaria Marina ou Tebet como vice, respondeu: “Eu imagino que sim, mas a decisão é do Haddad”. Ainda segundo França, não adianta falar em “fazer equilíbrio”, no caso de gênero, e não cumprir. “Do lado de lá, do Tarcísio, só tem homens”, completou.
O atual governador repetirá a dobradinha com o vice-governador Felício Ramuth (MDB), enquanto Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) sairão para o Senado.
Tebet já rechaçou a possibilidade de ser vice. Segundo a ex-ministra do Planejamento, ela disputará uma vaga de senadora ou ficará fora das urnas. Já Marina ainda não se posicionou publicamente sobre a possibilidade. No início da semana, ela descartou ser suplente de Tebet, outra solução que foi aventada na esquerda.
Há alguns dias Márcio França declarou publicamente que aceitaria ser suplente de uma das duas. Na entrevista, ele indicou que mantém a pré-candidatura e que a declaração foi um “gesto gentil”.
“Tanto a Marina quanto a Simone são duas pessoas muito preparadas, mulheres, ministras, já disputaram a Presidência da República. Naturalmente, você deve fazer esse gesto ‘eu aceito ser suplente de quem aceita ser meu suplente’. É normal”, concluiu.
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