Gilmar Mendes vai relatar pedido da ‘capitã cloroquina’ para ficar em silêncio na CPI da Covid-19

Depoimento de Mayra Pinheiro, secretária da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, está marcado para a quinta-feira, 20

  • Por André Siqueira
  • 17/05/2021 17h58 - Atualizado em 17/05/2021 19h30
Rosinei Coutinho/SCO/STF Recurso foi apresentado depois de o STF garantir ao ex-ministro Eduardo Pazuello o direito ao silêncio na CPI

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator do pedido feito pela defesa da secretária da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “capitã cloroquina”, para que ela fique em silêncio em seu depoimento na CPI da Covid-19. A oitiva está marcada para ocorrer na quinta-feira, 20. O recurso foi apresentado na noite deste domingo, 16, após o ministro Ricardo Lewandowski conceder o direito ao silêncio ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que será ouvido na quarta-feira, 19.

Mayra Pinheiro foi apelidada de “capitã cloroquina” por defender o medicamento, ineficaz no tratamento do novo coronavírus, mas defendido, por exemplo, pelo presidente Jair Bolsonaro. Em depoimento ao Ministério Público Federal, a secretária do Ministério da Saúde confirmou que foi responsável pela organização de uma comitiva de médicos que foi a Manaus para difundir o uso do fármaco – a informação foi inicialmente divulgada pelo jornal O Globo. Na avaliação dos integrantes da CPI, o depoimento de Mayra Pinheiro é fundamental para que a comissão possa esclarecer como foi a atuação da pasta no episódio da crise do oxigênio que atingiu o Estado do Amazonas no início do ano.