Maia defende instauração de CPI para investigar crimes de Pazuello durante a pandemia

O parlamentar disse que o atual ministro da Saúde cometeu crimes de responsabilidade e garantiu que a PGR irá investigar o comandante da pasta

  • Por Jovem Pan
  • 25/01/2021 18h36
PAULO GUERETA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDOPresidente da Câmara criticou o ministro da Saúde

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e uma investigação da Procuradoria Geral da República (PGR) para apurar se o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, cometeu crimes de responsabilidade durante a gestão da pandemia. Nesta segunda-feira, 25, o parlamentar disse que o ministro cometeu crimes e garantiu que a PGR irá investigar o comandante da pasta. “Em relação ao ministro da Saúde, ele já cometeu crime. A irresponsabilidade de orientar o tratamento precoce, de não ter respondido à Pfizer, de não ter se aliado ao Butantan para acelerar a vacina. Tudo isso caracteriza crime e a PGR vai investigar”, disse. Rodrigo Maia também reafirmou que Pazuello é responsável pelo não atendimento da oferta da Pfizer sobre o envio de 2 milhões de doses. “É crime, crime contra a população de não ter respondido à Pfizer, de ter tratado de forma irrelevante. Só que os crimes precisam ser investigados e esperamos que essa CPI possa esclarecer tudo e dizer quais responsabilidades de cada um no momento mais grave de todos”, continuou o atual presidente da Casa.

O deputado também culpou Pazuello pelo agravamento da crise econômica no Brasil, dizendo que, se 70% da população fosse vacinada até junho, a economia poderia crescer até 8% e que, sem a vacina, o crescimento não chega a 3%. ““Pela incompetência e irresponsabilidade do ministro da Saúde, vamos ter um crescimento abaixo de 3%, o que significa que vamos perder emprego e renda. A questão da vacina é crucial para qualquer país sair da paralisia na economia”, disse Maia. No mesmo dia em que o deputado deu as declarações, o Brasil soma 8,8 milhões de casos de Covid-19 e 217 mil mortes causadas pela doença.