Maia se coloca à disposição de Doria para resolver ‘entrevero’ sobre vacina 

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, presidente da Câmara cobrou diálogo entre governo federal, governadores e Congresso Nacional, para que vacinação possa ocorrer o mais rápido possível

  • Por Jovem Pan
  • 23/10/2020 15h01 - Atualizado em 23/10/2020 15h19
Secretaria de Comunicação do Governo de São Paulo/Reprodução - 23/10/2020Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) participou de coletiva no Palácio dos Bandeirantes nesta sexta-feira, 23

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se colocou à disposição do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) para buscar uma solução capaz de resolver o que chamou de “entrevero” envolvendo as vacinas contra o novo coronavírus. Maia participou da coletiva de imprensa do governo paulista nesta sexta-feira, 23, no Palácio dos Bandeirantes, e disse que fez questão de comparecer para esclarecer que não recebeu o tucano na quarta-feira, 21, por estar doente. “Fiz questão de estar aqui hoje porque na quarta, quando estaríamos juntos, tivemos algumas notícias de que eu deixei de recebê-lo por algum motivo, para atender alguma sinalização para alguém e, de fato, fiquei indisposto”, disse o deputado. “Sou daqueles que torço para que a gente possa construir, pelos caminhos do diálogo, as nossas soluções. Espero que o entrevero dessa semana possa construir uma solução nas próximas semanas. Tenho certeza de que com a vacina, com os teses da vacina do Butantan, que não é um instituto qualquer, que tem uma história de respeito e admiração de todos os brasileiros, quando ela estiver aprovada e autorizada pela Anvisa a gente possa, sim, com diálogo com o presidente da República, com o ministro da Saúde, com o Congresso Nacional, disponibilizar não apenas essa, mas todas as vacinas que forem aprovadas, aos brasileiros”, acrescentou.

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro desautorizou seu ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, a comprar doses da Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac. Em uma reunião com o Fórum dos Governadores na terça-feira 20, Pazuello disse que o governo federal iria incorporar o imunizante no Programa Nacional de Imunizações – o governo de São Paulo divulgou o vídeo com a íntegra do encontro. Um dia antes, inclusive, o ministro havia enviado um ofício ao diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, manifestando o interesse na compra de 46 milhões de doses. Na quarta-feira pela manhã, Bolsonaro utilizou seus perfis nas redes sociais para dizer que não compraria a vacina chinesa porque “o povo brasileiro não será cobaia de ninguém” e “não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem”. A publicação de Bolsonaro gerou uma reação de João Doria, que pediu “grandeza” ao chefe do Executivo federal. “A nossa guerra não é eleitoral. É contra a pandemia. Não podemos ficar uns contra os outros. Vamos trabalhar unidos para vencer o vírus”, disse.