MDB retarda indicações e segura instalação da CPI do MST

Manobra é vista no Congresso como benefício ao governo; instalação da comissão está prevista para esta quarta-feira

  • Por Brasília
  • 17/05/2023 11h41
Divulgação/Coletivo de Comunicação do MST na Bahia MST Grupo do MST em invasão de fazenda da empresa Suzano, na Bahia, em 2023

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara que irá investigar invasões de terras organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) já tem de todos os partidos as indicação de nomes para compor a comissão, menos do MDB. A demora do partido em, até o momento, não ter feito indicação ao colegiado é vista por parlamentares como manobra em benefício do governo para tentar adiar a instalação da CPI, prevista para esta quarta-feira, 17. As informações são da repórter Iasmin Costa. Ao todo, a comissão será composta por 27 deputados titulares e outros 27 suplentes. Até agora, o sistema da Câmara dos Deputados mostra a relação de 16 indicados para ocupar as cadeiras permanentes 10 para as vagas de substituto. Para a composição da mesa de trabalho, o deputado federal Tenente Coronel Zucco (Republicanos-RS), autor do pedido de criação da CPI, é cotado para presidência; o deputado federal Ricardo Salles (PL-SP), ex-ministro de Agricultura do governo de Jair Bolsonaro, para a relatoria.

Em entrevista à Jovem Pan News nesta terça-feira 16, Zucco afirmou que a CPI tem apoio de diversas entidades do setor rural e defendeu o fim da insegurança no campo. “Temos o apoio da FPA, de centenas de sindicatos e entidades ligadas ao agro. Já estamos recebendo denúncias sobre as invasões de propriedades privadas. Acreditamos que essa comissão terá muito trabalho para realmente apresentar um relatório que demonstre que o que está acontecendo são verdadeiros crimes”, disse.

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