Moraes manda Itamaraty e Justiça adotarem medidas para extraditar Zambelli

Ministro do STF determinou nesta quarta-feira (20) que providências sejam tomadas para efetivar processo que trará ex-deputada de volta ao Brasil

  • Por Janaína Camelo e Nícolas Robert
  • 20/05/2026 11h33 - Atualizado em 20/05/2026 12h04
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MATEUS BONOMI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO Carla Zambelli na coletiva Ex-deputada federal Carla Zambelli

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) adotem as providências necessárias para a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A decisão, publicada nesta quarta-feira (20), ocorre após a Corte de Roma, na Itália, aprovar o pedido de entrega da brasileira às autoridades brasileiras.

“Determino a expedição de ofício ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas) e ao Ministério das Relações Exteriores, para que adotem as providências necessárias à efetivação da extradição”, diz a decisão.

Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023. De acordo com as investigações, ela foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. O hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a condenação, a ex-deputada deixou o Brasil e seguiu para a Itália. Após a fuga, o STF acionou a Interpol e formalizou o pedido de extradição com base no tratado vigente entre os dois países. Zambelli foi presa em Roma em 29 de julho do ano passado pelo Escritório Central Nacional da Interpol.

Para autorizar a extradição, a Justiça italiana solicitou ao Estado brasileiro uma série de garantias sobre as condições de custódia da condenada. Entre as exigências estavam esclarecimentos sobre a separação entre presos condenados e provisórios, a segurança contra facções criminosas e a adequação das alas femininas nos presídios brasileiros.

Segundo a decisão desta quarta-feira, o governo brasileiro enviou as garantias exigidas em dezembro de 2025. No último dia 14, a Coordenação-Geral de Extradição comunicou ao STF que a Corte de Roma aceitou os termos e autorizou a extradição.

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