‘Não vou recuar um milímetro’, diz Otoni de Paula após ser alvo de operação da PF

Deputado afirmou que mandado de busca e apreensão não muda nada em sua vida e criticou ministro Alexandre de Moraes

  • Por Jovem Pan
  • 20/08/2021 14h25 - Atualizado em 20/08/2021 16h26
Jefferson Rudy/Agência SenadoOtoni de Paula disse que não vai mudar a postura

Após ser alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, 20, o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) afirmou que “não vai recuar um milímetro” em relação aos seus posicionamentos. Os mandados contra o parlamentar e o cantor Sérgio Reis foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a operação em sua casa, Otoni fez uma transmissão ao vivo no Facebook em que disse que o mandado não muda nada em sua vida pois “não deve nada a ninguém”. “Eu queria dizer somente uma coisa ao povo brasileiro e aos repórteres que me assistem, não vou recuar um milímetro. Dentro do que a democracia me permite, dentro do que a Constituição me permite, esse deputado federal, esse cidadão brasileiro, investido da autoridade parlamentar, não vai recuar um milímetro”, afirmou.

O deputado também criticou Moraes e disse que o ministro tem comportamento autoritário e ditatorial. “Se alguém pensa que vou deixar de falar o que penso, que vou deixar de ter a mesma postura que eu tenho, eu não vou deixar de ter”, continuou. “Eu não fiz nada para ser preso. Claro que estamos vivendo em um estado de exceção no Brasil. Portanto, em estado de exceção, você pode ser preso. O ministro Alexandre de Moraes tem tido um comportamento autoritário e por isso é que eu já adjetivei o comportamento dele como déspota. Bem, ele tem a autoridade e a prerrogativa de me prender”, completou. Ao todo, foram autorizados 29 mandados de busca endereços ligados a Sérgio Reis e Otoni de Paula em seis Estados. De acordo com a nota da PF, “o objetivo das medidas é apurar o eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes”.