Prefeitos do AM cumprem determinação de Dino e esclarecem que não houve ‘retirada’ de emendas
A Associação Amazonense de Municípios (AAM) cumpriu ainda nesta sexta-feira (27), a determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e publicou uma nota dizendo que não houve a “retirada” de recursos de emendas parlamentares destinadas à Saúde, mas sim um bloqueio temporário. Nesta sexta-feira, Dino respondeu a um ofício protocolado pela entidade, que questionou o bloqueio e alegou haver uma “retirada” de verbas, o que, segundo a organização, estaria prejudicando os serviços de saúde no Amazonas. Em resposta, o ministro disse que a transferência dos recursos “pode e deve” ser feita a qualquer momento, assim que cada município ou Estado abra uma conta específica para o recebimento daquela emenda, e detalhou o passo a passo de como deve ser feita.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
Sobre a correção da informação, Dino deu 24 horas para a entidade esclarecer a sociedade amazonense, por meio de nota à imprensa e publicada em seu site. No novo comunicado, a associação copiou e colou partes da determinação do ministro, e acrescentou um “alerta” sobre o “curto prazo dado para o cumprimento” da exigência das contas, o que, segundo alega, “afetou negativamente a execução orçamentária e financeira dos municípios, especialmente em um período de transição de mandato”
A suspensão das emendas em questão foi consequência do descumprimento de decisão judicial de agosto, que determinava a abertura de contas específicas para o recebimento desses recursos, o que garantiria maior rastreabilidade. Dino sustentou que o bloqueio foi uma sugestão técnica do Tribunal de Contas da União (TCU), visando evitar o mau uso das emendas parlamentares na Saúde. Dino ainda reiterou que o bloqueio se refere exclusivamente a emendas parlamentares.
“Esclareço que não houve nem há bloqueio de recursos oriundos de outras fontes inerentes ao SUS. Os Fundos podem ser usados normalmente. As medidas em foco referem-se exclusivamente a emendas parlamentares federais[.. ]”, explicou. Na mesma determinação, o ministro deu o prazo de 10 dias úteis para que a Advocacia-Geral da União (AGU) explique porque as contas não foram abertas.
Na última segunda-feira, 23, Dino suspendeu pagamentos de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares, alegando falta de transparência. Nesta sexta-feira, 27, Câmara dos Deputados argumentou à Corte que seguiu a legislação vigente para os repasses e pediu a revogação das medidas determinadas por Dino.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Fernando Dias
[jp-related-posts ids=”1812385,1812073,1812371″]
Assuntos
continue lendo
Economia
TCU aprova contas do BC de 2025 após desvincular processo do Master
A decisão, no entanto, não representa o fim da apuração sobre a atuação da autoridade monetária na liquidação extrajudicial
- PL aciona TSE contra Lula por envio de mensagens sobre programas sociais Estadão Conteúdo · há 3 horas
- Nunes Marques diz que TSE não tem nenhuma participação na alteração dos locais de votação Estadão Conteúdo · há 4 horas
- Deputado eleito pelo PL diz ter sofrido atentado em São Paulo: ‘Deram um tiro no meu carro’ Jovem Pan · há 4 horas
- Reta final: sertanejos apoiam Flávio Bolsonaro; Lula reúne artistas de vários gêneros Jovem Pan · há 5 horas