Queiroga encerra entrevista após pergunta sobre compra da Covaxin

Ministro se irritou com questionamento sobre o preço do imunizante indiano, que foi negociado com valor mais alto

  • Por Jovem Pan
  • 23/06/2021 16h38 - Atualizado em 23/06/2021 17h51
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOO ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se irritou e encerrou uma entrevista nesta quarta-feira, 23, após uma pergunta sobre a compra da vacina indiana Covaxin. O contrato do Ministério da Saúde com a Precisa Medicamentos para a compra do imunizante é investigado pelo Ministério Público Federal em Brasília e está na mira dos senadores da CPI da Covid-19. O governo federal disponibilizou mais de R$ 1,6 bilhão para a aquisição de 20 milhões de doses da vacina, que foram negociadas com preço unitário 50% mais caro do que o da Pfizer. Além disso, essa foi a única negociação feita com intermediário privado, sem vínculo com a indústria de vacinas.

Durante a entrevista, Queiroga afirmou que o Ministério espera o posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fazer a compra de vacinas contra a Covid-19. Um jornalista, então, questionou se o governo vai comprar o imunizante da Covaxin pelo preço que está sendo divulgado, de US$ 15 por dose. “Eu falei em que idioma? Eu falei em português. Então não foi comprada uma dose sequer da vacina Covaxin, nem da Sputnik”, disse Queiroga antes de encerrar a entrevista. A Anvisa autorizou a importação de alguns lotes da vacina indiana. Sendo assim, o Ministério da Saúde pode receber as doses negociadas. A Covaxin, no entanto, ainda não tem registro definitivo da agência.